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De Letra

Pesquisa aponta crítica ao preço da comida nos estádios

Os valores cobrados foram considerados “ruins” ou “muito ruins”

O preço da alimentação nos estádios foi a principal reclamação de quem esteve nas seis sedes da Copa das Confederações para assistir aos jogos, conforme pesquisa encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas pelo Ministério do Turismo. Os valores cobrados foram considerados “ruins” ou “muito ruins” por 78% das pessoas ouvidas nas perguntas induzidas (com opções de resposta). Outros itens citados como negativos, estes na pesquisa espontânea (em aberto), foram as condições dos estádios (citadas por 8,2% dos entrevistados), o trânsito (7,8%), a acessibilidade (6%), a sinalização da cidade visitada (5,3%) e a organização do evento (4,6%).

O levantamento foi feito nas seis cidades onde foram realizados jogos (Rio, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza) e também no aeroporto internacional de São Paulo, por onde passaram visitantes em conexões. Começou em 10 de junho, cinco dias antes do início da competição. Como há quem ainda não tenha voltado para casa, entrevistas continuam sendo realizadas.

Foram ouvidos tanto brasileiros como estrangeiros, nos aeroportos, arenas, hotéis e pontos de retiradas de ingressos, num total de dez mil pessoas entrevistadas. Apenas um quinto dos resultados havia sido computado até a tarde desta quarta-feira. Os números, considerados preliminares (o consolidado só sairá no fim do mês), nortearão iniciativas com vistas à Copa do Mundo de 2014 – o material será enviado à Fifa.

Os turistas estrangeiros, a maioria (47,2%) com ingressos nas áreas mais caras dos estádios, permaneceram em média 14 noites no Brasil e elogiaram os serviços de táxi (83,1% consideraram bons), limpeza pública (78,3%), segurança (71,7%), sinalização turística (62,9%) e telecomunicações e internet (53,6%).

Restaurantes, opções de diversão noturna e alojamentos também tiveram avaliação positiva. Já os serviços bancários foram considerados insatisfatórios por 28,8% dos entrevistados e o atendimento em idiomas estrangeiros, por 43,4% deles.

“A pesquisa produziu resultados que serão trabalhados para a Copa e para sempre, pois turismo é todo dia. Muita coisa vai dar para fazer no curto prazo”, avaliou o diretor do departamento de estudos e pesquisas do ministério, José Francisco Salles Lopes. “Todo grande evento é um desafio, em qualquer setor, e mesmo os pontos considerados positivos podem ser melhorados.”

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