São Paulo – Agora é para valer. A seleção brasileira feminina de vôlei estréia hoje na fase final da Grand Prix, em Reggio Calabria (Itália), buscando o hexacampeonato na competição. As adversárias serão as russas, às 12h30. Será o duelo entre as duas melhores campanhas até agora.

As adversárias prometem um jogo duro. Fizeram a segunda melhor campanha do Grand Prix até aqui – perderam só um jogo, por 3 a 0 para a China. As brasileiras estão invictas com nove vitórias. ?Queria mesmo que elas caíssem na nossa chave. Será uma boa oportunidade de avaliá-las antes do mundial (no Japão, em novembro). Elas têm jogado diferente no sistema defensivo, temos de nos adaptar. Quanto mais difíceis os testes, melhor?, diz o técnico brasileiro José Roberto Guimarães.

Além da Rússia, o Brasil pega o Japão na primeira etapa da fase final. No outro grupo estão Itália, China e Cuba. Os dois primeiros colocados se classificam para as semifinais. ?Ter sido o primeiro colocado na fase classificatória não nos torna favoritos absolutos. China e Rússia perderam apenas uma vez. Cuba perdeu duas. Está todo mundo próximo. Talvez o Japão tenha mais dificuldade, mas as outras cinco equipes são muito iguais. Não tem como ganhar de véspera?, garante Zé Roberto.

As rivais de hoje ainda estão ?martelando? na cabeça da seleção brasileira, já que na semifinal da Olimpíada de Atenas/2004 foram as russas que tiraram o Brasil da final. Por isso mesmo, as jogadoras admitem que querem revanche. ?A expectativa de cruzar com a Rússia era grande. Será um jogo difícil, que exigirá muito de nós. Ainda mais por termos uma história entalada com elas?, diz Fofão, terceira colocada no ranking das levantadoras e nona entre as sacadoras mais eficientes.

Valeskinha analisa: ?Naquele jogo vimos que não se pode bobear em momento algum. Mas a situação também pode servir de estímulo. Quando estivermos atrás no placar, vamos lembrar que sempre é possível virar um jogo?, diz.

A novidade entre as 12 jogadoras inscritas por Zé Roberto para a fase final do Grand Prix é a volta de Renatinha, que entra no lugar de Joycinha.