Pela primeira vez, Atlético terá oponentes fortes

O Atlético deu início nesta semana à maior e mais acirrada disputa eleitoral de sua história. A 34 dias da eleição, marcada para 15 de dezembro, o clube já vive o clima de embate entre as duas correntes que disputam a administração rubro-negra no triênio 2012-2013-2014. Um confronto que divide as principais lideranças da Baixada nas últimas décadas e ganha inédita repercussão entre a torcida rubro-negra.

Na segunda-feira passada, o ex-presidente Mario Celso Petraglia lançou oficialmente a chapa “CAP Gigante”, como oposição à atual diretoria. Ontem foi a vez do grupo ligado ao atual presidente, Marcos Malucelli, apresentar a chapa “Paixão pelo Furacão”, que tem o ex-vice-presidente Enio Fornea Junior e o atual vice Diogo Fadel Braz como candidatos aos conselhos deliberativo e administrativo.

A expectativa é que o pleito seja o mais disputado de toda a história do Furacão. “Essa certamente será a disputa mais acirrada. Nos anos 1970 e 1980, até houve alguns bate-chapas, mas os grupos oposicionistas eram de pouca expressão”, diz o professor e pesquisador atleticano Heriberto Ivan Machado.

Em crise financeira quase permanente ao longo das décadas passadas, o Atlético enfrentou em muitas oportunidades a falta de nomes dispostos a assumir a direção do clube. A partir de 1995, com a ascensão de Petraglia, praticamente inexistiu disputa eleitoral na Baixada. Situação que só mudou a partir de 2008, com os lançamentos do novo estatuto do clube e do plano que levou a um salto no quadro associativo.

Até hoje, a eleição mais disputada no Furacão foi justamente a passada, realizada em dezembro de 2008. Na ocasião, Marcos Malucelli e Gláucio Geara foram eleitos com o apoio de Petraglia, Fornea e 77% dos 2.162 votos, contra 23% da chapa que tinha o ex-presidente Nelson Fanaya e José Henrique de Farias. Ao contrário de três anos atrás, as principais lideranças da política rubro-negra hoje estão divididas. Com Petraglia, estão os ex-presidentes Nelson Fanaya, José Carlos Farinhaque e Nillo Biazetto. Já o grupo de situação anuncia os apoios dos ex-mandatários Valmor Zimmermann, Marcus Coelho, Ademir Adur e João Augusto Fleury. Situação que ainda reflete o racha administrativo vivido pelo clube no início de 2009, quando Petraglia rompeu com Malucelli e foi afastado da diretoria.

Além da divisão política, o número de participantes também indica uma eleição acirrada. Desta vez, cerca de 8 mil atleticanos estão aptos a votar, o que transforma o pleito rubro-negro em um dos maiores do Brasil entre clubes de futebol. Quanto ao resultado, a única certeza é que haverá muito debate e discussão até o momento de abrir as urnas.

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