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Darci vai substituir Flávio –
que já foi liberado para as férias-,
no domingo contra o Inter, no Beira-Rio.

A conversa definitiva sobre a renovação do contrato de Paulo Campos foi adiada para a próxima semana. Foi um pedido do próprio treinador, que quer analisar a situação junto com seus familiares, antes de aceitar o desafio de comandar o Paraná Clube não só apenas no próximo campeonato paranaense, mas também no brasileiro do ano que vem. Mesmo com uma boa proposta sob o aspecto financeiro para voltar ao Catar, o técnico está propenso a permanecer no Brasil e impulsionar seu nome no cenário nacional.

"Foi apenas um primeiro contato e que muito me envaideceu", comentou Campos. "Fiquei até surpreso, pois tenho contrato até o final do estadual. E a proposta foi para que esquecêssemos esse contrato e firmássemos um novo, até dezembro do ano que vem", explicou o técnico paranista. "É sinal que o trabalho agradou, pois participaram da reunião todos os integrantes do departamento de futebol e com o aval de outros conselheiros influentes do Paraná." Assim como estão fazendo com alguns jogadores (Axel e Beto, por exemplo), os dirigentes estão antecipando situações para evitar dissabores futuros.

Paulo Campos preferiu adiar a resposta para antes falar com sua esposa e filha, que moram no Rio de Janeiro. Deixa claro, porém, que sua escolha não se resumirá à questão financeira. Até revelou quanto ganharia para voltar ao mundo árabe: US$ 150 mil por um contrato de cinco meses. É justamente a duração deste contrato que incomoda o técnico. "Ficaria por lá até maio. Aí, quando retornasse, o campeonato brasileiro já estaria no seu segundo mês e não sei se encontraria espaço", comentou.

Paulo Campos sabe que apesar da diversidade de clubes, o Brasileirão tem um "mercado restrito". Quando deixou o Paraná, este ano, ficou por dois meses em casa, sem oferta de emprego. "Hoje, já sou mais conhecido no meu País. Mas, mesmo assim, seria um risco." Além disso, haveria outro inconveniente. Mesmo surgindo algum clube interessado, ele teria que "pegar o bonde andando". Não poderia fazer o que mais preza no seu trabalho: o planejamento. Tanto é que mesmo sem ter definido sua situação, Paulo Campos já preparou todo um organograma de treinamentos a serem desenvolvidos entre os dias 5 e 18 de janeiro.

Jogadores poupados no último jogo

O Paraná Clube não terá sua força máxima na última partida do ano, domingo, frente ao Internacional, no Beira-Rio. O técnico Paulo Campos antecipou que alguns titulares serão poupados, visando um maior descanso para a temporada 2005. "O período de férias de 15 dias, é muito curto. Por isso, aqueles que tiveram maior desgaste neste brasileiro, vão ganhar uns dias a mais", explicou.

É o caso do goleiro Flávio. Titular ao longo de toda a competição, o jogador já está liberado dos treinamentos. Na última partida, ele teve que ser substituído no intervalo devido a uma lesão no ombro direito. Mas, a contusão não o tiraria do próximo jogo. "Mesmo que não saia de férias, dois ou três dias a mais de descanso fazem um bem à cabeça do atleta", justificou Campos.

A partir do treino desta manhã é que o técnico começa a montar o time para encarar o Inter, que vem embalado na busca da confirmação de sua vaga na Copa Sul-Americana. "Ainda vou analisar bem cada situação, para então definir quem jogará em Porto Alegre." Se o descanso for baseado apenas no número de jogos disputados, o atacante Galvão também teria férias antecipadas. Porém, como Sinval está suspenso – recebeu o terceiro cartão amarelo – é muito provável que o artilheiro seja escalado.