O Atlético terá três mudanças no time que encara o Flamengo, amanhã, às 18h30, na Arena da Baixada. Para tentar iniciar uma nova fase, e acabar com as desconfianças, o técnico Adilson Batista armou uma nova escalação.

A grande novidade para o duelo da 4.ª rodada do Campeonato Brasileiro fica por conta da ausência de Paulo Baier, que, como a Tribuna antecipou nesta semana, ontem treinou entre aos reservas.

Madson o substituiu e deve ser confirmado para atuar pela primeira vez na temporada como titular do Rubro-Negro. Ele vai atuar ao lado de Branquinho. Nieto e Guerrón serão os homens de frente.

Wendel, na lateral-direita, é outra aposta de Adilson Batista, que o escolheu em substituição a Rômulo, suspenso, deixando Wagner Diniz novamente em segundo plano.

Mas o treinador, mantendo a postura tradicional, evita falar com antecedência sobre a escalação titular, mas já dá sinais de que a torcida verá um time diferente em campo, numa partida que ganhou importância maior depois das três derrotas seguidas que o Furacão sofreu na Série A.

“Podemos mudar, sim. O Cléber treinou bem, posso entrar com Madson. A gente está revendo, conversei com o Paulo [Baier]. Tem Wendel, Diniz, Adaílton e Guerrón, mas não vai fugir daquilo que vocês conhecem”, tentou desconversar o treinador.

Se Adilson mantiver a equipe que treinou esta semana, Paulo Baier, pela primeira vez, vai encarar o banco de reservas. Desde que estreou, dia 13 de junho de 2009, o camisa 10 se firmou na equipe e se tornou referência e comandante do elenco.

Já passou pelas mãos de oito treinadores nestes dois anos de contrato e apenas com Paulo César Carpegiani havia enfrentado situação semelhante, quando passou por uma fase de rodízio -fazendo apenas os jogos dentro da Baixada.

Desta vez, Baier não está contundido ou suspenso, e não deve começar a partida mesmo com jogo ocorrendo na Arena. No entanto, Adilson defende o camisa 10, que continua tendo peso importante no elenco e no rendimento futuro do Atlético.

“É um ótimo profissional, de excelente caráter, não vejo problema nenhum. Às vezes você está passando certa dificuldade e precisa preservar. É assim que a gente trabalha”, disse o treinador.

O que Adílson Batista pretende com a saída é poupar Baier e dar tempo para uma melhor preparação para a jornada pesada que o time terá de encarar em algumas rodadas.

“Sempre tive respeito, carinho, sei do potencial [do Baier]. A gente precisa ter alguns cuidados e sente se precisa melhorar mais a força, dar uma segurada [agora], ou lá na frente, a partir da sétima rodada, quando começa aquela maratona de jogos na quarta e no domingo”, explicou o técnico.