Paulista é campeão da temporada 2002 da Fómula Truck

O piloto de São Paulo, Roberval Andrade (Scania) nem precisou da boa vantagem de 20 pontos que já o deixava bem próximo do título da temporada de 2002 da Fórmula Truck. Na Quinta volta da prova, Wellington Cirino não conseguiu escapar da traseira do Scania de Fred Marinelli que por pouco não tira da prova os dois pilotos que brigavam pelo título.

Quando estava escapando pela grama da batida entre Fred Marinelli e Roberval Andrade, Cirino viu a traseira do caminhão de Marinelli virar ao contrário e atingir a frente de seu Mercedes Benz. Foi o final da tentativa que já era remota, de chegar ao seu segundo título consecutivo na Fórmula Truck. Conformado com o vice-campeonato, Cirino disse na coletiva de imprensa que fez uma temporada de recuperação depois de não pontuar em duas provas até a metade do campeonato e que terminou o ano contente por ter conseguido duas vitórias e chegar ao final disputando o título.

O título de Roberval Andrade também não foi tão fácil apesar de entrar na prova com a vantagem de 20 pontos sobre seu adversário. Antes de Fred Marinelli bater no Mercedes de Wellington, Roberval teve seu momento de desespero quando o Scania de Marinelli rodava na sua frente. A batida foi menor e acabou causando a outra fatal para Cirino. “Vinha fazendo uma prova em um ritmo conservador sabendo que não poderia errar e naquela hora achei que ia perder o campeonato. Estava correndo para chegar na frente do Cirino na primeira bandeirada (da 12.ª volta), sabendo que bastava para eu ser campeão. Quando vi que eu ia bater na 5.ª volta e vi o Cirino saindo pela direita pensei que tivesse perdido o campeonato”, declarou o campeão de 2002, que foi terceiro colocado na prova.

A vitória em Curitiba ficou com o pernambucano Beto Monteiro (Ford) que junto com seu companheiro de equipe, Djalma Fogaça, segundo colocado, conseguiram a segunda dobradinha dos caminhões Ford na temporada de 2002. Monteiro assumiu a liderança da prova na 27.ª prova, quando ultrapassou Fogaça e chegou a abrir uma pequena mas confortável vantagem do seu companheiro de equipe. “A prova foi muito tensa. Mesmo sabendo que estava com um caminhão bem acertado para a pista molhada, a cada volta a condição da pista mudava muito”, contou Beto Monteiro na coletiva de imprensa. Djalma Fogaça elogiou a performance do seu companheiro de equipe e declarou que ainda não sabe se vai deixar de pilotar na temporada que vem para se tornar apenas dono de equipe.

A temporada de 2002 terminou com o paulista Roberval Andrade campeão, o paranaense Wellington Cirino vice e Djalma Fogaça de São Paulo em terceiro. Nesta segunda- feira, pilotos, chefes de equipe e comissários técnicos da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) ficam em Curitiba para a longa reunião anual onde serão discutidas as mudanças do regulamento da temporada de 2003.

A chuva não afastou o público de aproximadamente 40 mil pessoas que vibrou com as derrapagens e batidas na chuva forte. Renato Martins foi uma das vítimas do temporal da última etapa do ano. Na relargada da 12.ª volta, Renato em terceiro derrapou no asfalto molhado e perdeu 10 posições. Continuou a prova, se recuperou mas abandonou na 27.ª volta.

Classifinal final do campeonato 2002: 1.º) Roberval Andrade (SP), 146 pontos; 2.º) Wellington Cirino (PR), 111 pontos; Djalma Fogaça (SP), 97 pontos; 4.º) Beto Monteiro (PE), 88 pontos; 5.º) Renato Martins (SP), 82 pontos; 6.º) Pedro Muffato (PR), 47 pontos; 7.º) Fred Marinelli (SP) e Jorge Fleck (RS), 28 pontos; 9.º) Fabiano Brito (PR), 26 pontos; 10.º) Diumar Bueno (PR), 25 pontos.

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