Apesar da suspensão de dois anos, imposta pela Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) na quarta-feira, a tenista russa Maria Sharapova ganhou nesta quinta o apoio de alguns dos seus patrocinadores. As empresas reforçaram o suporte à ex-número 1 do mundo e até minimizaram o caso de doping que causou a punição.

Ao todo, três patrocinadores mantiveram o apoio à tenista: Nike, Head e Evian. Eles seguiram na contramão de empresas, como TAG Heuer e Porsche, que suspenderam o vínculo logo quando Sharapova anunciou publicamente em março o teste positivo para a substância Meldonium – o exame fora realizado em janeiro, durante o Aberto da Austrália. A Avon, outra patrocinadora da atleta, avisou que o fim do contrato não teve relação com o caso.

A Head, que fornece raquetes à russa, saiu em defesa de Sharapova e até criticou a decisão da ITF que tirou a tenista dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Em comunicado, o CEO da empresa, Johan Eliasch, disse que falta base científica para a decisão da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) de incluir o Meldonium na lista de substâncias proibidas.

“Parece que a ITF tomou sua decisão com base num processo falho iniciado pela Wada. Isso claramente destaca como a Wada quebrou suas próprias regras no processo de determinar se o Meldonium deve ou não ser banido”, afirmou Eliasch. Já a Evian, que vende água mineral, alegou que mantém o suporte à atleta por considerar que ela não infringiu as regras de forma intencional.

Dona de cinco títulos dos torneios do Grand Slam, Sharapova havia sido suspensa provisoriamente pela ITF no início de março, quando a própria russa anunciou em uma entrevista coletiva, realizada em Los Angeles, que havia dado positivo em exame antidoping em janeiro.

Naquela oportunidade, Sharapova havia declarado que não havia tomado conhecimento da decisão da Agência Mundial Antidoping de proibir o consumo do Meldonium, substância também conhecida como mildronato, a partir de 1º de janeiro.

Após ser informada sobre a suspensão de dois anos, Sharapova classificou a decisão da ITF de “injusta” e “dura”. “Como o tribunal concluiu corretamente que eu não violei intencionalmente as regras antidoping, não posso aceitar uma injusta e dura suspensão de dois anos. O tribunal, cujos membros foram selecionados pela ITF, concordou que eu não fiz nada de errado intencionalmente, mas me proíbe de jogar durante dois anos. Vou imediatamente recorrer da proporção da suspensão dessa decisão à CAS [Corte Arbitral do Esporte, na sigla em inglês]”, disse Sharapova, em sua defesa.