Contratado pela Williams em meados de 2013 para ser seu diretor técnico, Pat Symonds participou ativamente da ressurreição da equipe, que no ano passado teve um dos melhores carros da Fórmula 1 e ficou em terceiro lugar no Mundial de Construtores. Satisfeito, o dirigente explicou que a meta da equipe em 2015 é se manter entre as três primeiras, conquistar vitórias e incomodar ainda mais a Mercedes.

“O que eu realisticamente quero ver é nos mantermos e melhorarmos a partir de onde estamos. A última temporada foi ótima, chegando ao terceiro lugar. Foi uma pena que a Williams não tenha vencido uma corrida ao longo da temporada, por isso seria bom ganhar este ano. E eu acho que nós podemos terminar entre os três primeiros novamente. Eu me concentro em metas aspiracionais e meu alvo para esta temporada é ser melhor do que fomos em 2014”, disse Symonds em entrevista ao site oficial da Fórmula 1.

Para ele, a Williams tem condições de voltar a vencer um campeonato em um tempo de espaço curto – a última conquista da tradicional equipe inglesa foi em 1997. “Com certeza. Eu tenho que vencer outro campeonato antes de me aposentar”, afirmou Symonds.

Com a experiência de quem já trabalhou com grandes nomes da história da Fórmula 1, como o brasileiro Ayrton Senna, o alemão Michael Schumacher e o espanhol Fernando Alonso, Symonds acredita que essa conquista pode vir com Valtteri Bottas, principal revelação do último campeonato. O dirigente voltou a explicar que enxerga características de grandes campeões no piloto finlandês.

“O que eu vi em grandes pilotos com quem trabalhei, vejo também em Valtteri. Ele considera quase como uma certeza que será campeão. Existem outras características do chamado ‘gene campeão’, como atenção aos detalhes e ética de trabalho. Essas coisas não vêm facilmente. Em Valtteri vejo todas essas coisas que vi nos outros ao longo dos últimos 30 anos. Então, eu tenho todas as esperanças de que ele vai ser um campeão”, afirmou.

Symonds, porém, não deixou de elogiar Felipe Massa. Ele lembrou que o brasileiro esteve muito perto de ser campeão mundial em 2008, mas depois acabou sofrendo forte queda de rendimento. Porém, o dirigente acredita que o brasileiro renasceu na segunda parte do campeonato de 2014 pela Williams e agora pode voltar a vencer.

“O que nós encontramos na Williams é que o fizemos despertar, e é uma possibilidade de que, se construirmos um carro bom o suficiente, então, Felipe também pode ganhar. Na última parte da temporada de 2014, ele foi uma revelação. Foi um Felipe que não tínhamos visto nos últimos anos”, comentou.