O coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, saiu em defesa da equipe e dos jogadores mais questionados, casos do atacante Fred e do volante Paulinho, mas garantiu neste domingo que todos estão conscientes de que a equipe precisa melhorar após atuações irregulares nos dois primeiros jogos da Copa do Mundo – a vitória por 3 a 1 sobre a Croácia e o empate por 0 a 0 com o México – se quiser levantar a taça.

Parreira, porém, avaliou como natural o fato da seleção não ter brilhado nos primeiros jogos, pois, na sua opinião, a equipe precisa evoluir jogo a jogo, para atingir o seu ápice no momento de definição do Mundial. “O importante é a seleção como um todo crescer durante a competição. Eu tenho certeza que isso vai acontecer”, afirmou o coordenador técnico em entrevista à TV Globo.

Apesar não ter feito gols nas duas primeiras rodadas da Copa, Fred está mantido entre os titulares do Brasil para o duelo com Camarões, segunda-feira, em Brasília, pela rodada final do Grupo A. Parreira garantiu que o centroavante segue com o apoio total dentro da seleção para voltar a ser decisivo. “Ele é o nosso homem de definição, e tem toda a confiança da comissão técnica e do grupo”, afirmou. “A bola precisa chegar mais para que ele possa aparecer”, completou.

Sobre Paulinho, Parreira avaliou que o volante teve uma temporada difícil no Tottenham, sendo reserva em alguns momentos, e também foi atrapalhado por ter ficado fora de um dos amistosos de preparação da seleção para a Copa, diante do Panamá, em razão de dores no tornozelo.

O coordenador técnico, porém, garantiu que enxergou evolução na atuação de Paulinho diante do México e apostou que o volante se sairá ainda melhor no confronto com Camarões. “Ele ficou quase um mês sem jogar no Tottenham, ficou fora de um amistoso de preparação… Mas houve melhora do primeiro para o segundo jogo. E espero que chegue próximo ao nível da Copa das Confederações já no jogo com Camarões”, disse.

A confiança de Parreira em Paulinho e Fred parece ser a mesma do técnico Luiz Felipe Scolari nos dois jogadores, tanto que o treinador optou por repetir no duelo com Camarões a mesma escalação da partida de abertura da Copa, com o retorno de Hulk, que não enfrentou o México em razão de dores musculares na coxa esquerda.

Assim, a seleção vai entrar em campo com três titulares pendurados com um cartão amarelo – o atacante Neymar, o zagueiro Thiago Silva e o volante Luiz Gustavo. Parreira, porém, minimizou o risco de perder algum jogador para as oitavas de final – fase para o qual o Brasil avança se empatar com Camarões.

“A nossa preocupação é não tomar cartão bobo, fazendo uma falta desnecessária. Mas não tem como impedir que eles façam o que sabem, impedir que o Neymar drible. A gente não pode é poupar os jogadores, porque é um jogo decisivo”, explicou.

Parreira também ironizou as avaliações de que há um excesso de emoção externado pelos jogadores da seleção durante a execução do Hino Nacional nos momentos que antecedem o começo dos jogos. “Olha como as coisas mudam. Diziam que isso era maravilhoso na Copa das Confederações, agora não é? Os jogadores gostam, ficam aquecidos, e muito motivados”, defendeu o coordenador técnico da seleção.