Que no futebol existe muita superstição, não há dúvida. E, para aqueles que acreditam, o técnico do Corinthians, Carlos Alberto Parreira, parece ser vítima de uma delas. Antes do jogo de quarta-feira passada, contra o Cruzeiro, no Pacaembu, disse que jogar em casa era ?perigoso? e ?não se tratava mais de uma vantagem no atual momento do futebol brasileiro?. Dito e feito. O time empatou. Na seqüência, outra partida em casa, contra o Atlético-PR. Pior ainda. Derrota por 3 a 0. Ou seja, dos seis pontos que disputou, a equipe do Parque São Jorge ficou com apenas um.

E se o comandante corintiano está, como diz o ditado, ?pagando pela boca?, o jogo desta quarta-feira, às 20h30, contra o Paysandu, apresenta uma peculiaridade que pode animá-lo: está marcado para Belém. ?Um time que joga em seu estádio, diante de sua torcida, fica pressionado para atacar, partir para cima, e isso abre espaço para o adversário investir nos contra-ataques?, explica Parreira.

Assim, desta vez, o treinador tentará aproveitar a velocidade de seus atacantes para surpreender. O maior problema ainda é encontrar um meia que cadencie o jogo e arme as jogadas, como fazia Ricardinho.

Viagem – E o grupo do Corinthians parece mesmo querer aproveitar o fato de jogar fora de São Paulo. A viagem para Belém está marcada para as 6 horas desta terça-feira. O coletivo para definir a equipe será realizado na capital paraense, às 16 horas. Ninguém no clube admite, mas os protestos da torcida no sábado apressaram a saída. A comissão técnica entende que, longe dos torcedores, o grupo terá tranqüilidade para trabalhar.

O Corinthians tem 10 pontos na classificação e está na 9ª colocação. O único desfalque de Parreira para enfrentar o Paysandu é o zagueiro Scheidt, que terá de cumprir suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo.