João de Noronha
O novato da equipe não teve culpa nos três gols sofridos e pode ter mais uma chance quarta-feira.

Um novato no gol em um clássico decisivo. A natural preocupação da torcida do Atlético durou poucos minutos no jogo de ontem. Mostrando habilidades de um grande goleiro e a segurança de um veterano, Guilherme foi, disparado, o melhor jogador do Furacão contra o Paraná.

Promovido dos juniores no início do ano, Guilherme agarrou de todas as formas a chance surgida com a expulsão de Cléber, no primeiro clássico da semifinal. Usando com sabedoria e habilidade seu 1,95m de altura, acabou com a síndrome da equipe na bola aérea. Todos os cruzamentos na área do Atlético eram afastados com um soco ou paravam nas mãos do gigante rubro-negro.

Se não bastasse, Guilherme ainda mostrou agilidade e reflexo debaixo das traves. Foram pelo menos cinco grandes defesas, que evitaram um vexame maior para o time da Baixada. Nos três gols sofridos, não teve culpa nenhuma.

Após o jogo, o jovem herdeiro de Caju não quis dar declarações. Mas ganhou o reconhecimento da galera. Enquanto os paranistas faziam a festa, o único som emanado pela massa rubro-negra foram os gritos de ?Guilherme, Guilherme?.

Os companheiros também fizeram questão de exaltar sua performance. ?Foi uma atuação perfeita. É um goleiro que tem um futuro muito promissor. Espero que continue assim, pois estamos muito bem servidos?, elogiou o capitão Danilo.

Vadão também ficou satisfeito e já avisou que pode dar mais uma chance a Guilherme na quarta-feira, contra o Atlético-GO. ?Ele foi muito bem e pode ser mantido. A situação do Cléber vazou e isso pode prejudicar o atleta. Então, existe a possibilidade de ele jogar?, revelou o treinador, confirmando que Cléber, negociado com o Sport-PE, não deve ser mais aproveitado.

O único obstáculo para Guilherme seguir com a camisa 1 chama-se Julián Viáfara.

O colombiano, devidamente registrado na CBF, pode fazer sua estréia contra os goianos.