O carro de Scort custa R$ 6 mil de
manutenção para as provas da arrancada.

Mais de 25 mil pessoas compareceram neste fim de semana ao Autódromo Internacional de Curitiba, situado em Pinhais (PR), para assistir à segunda etapa do Campeonato Paranaense de Fórmula Arrancada, prova esta que reuniu as melhores “máquinas” do País e levantou a galera nas arquibancadas.

A Força Livre Motorsport registrou 140 inscrições, nas 18 categorias disputadas, contou com o patrocínio da Racco Cosméticos, Barum Pneus, Furukawa, Panasonic e Jovem Pan, mais o apoio das revistas Hot, Fullpower e Auto Power, e realizou com êxito mais esta prova.

Os três melhores de cada categoria foram:
Standart: 1.º) Clóvis Waechter (RS), com o tempo de 13s651; 2.º) Odivan Basso (SC), 14s576; e em 3.º) Marcos Bot Ribeiro (PR), 14s605.
Street t. d.: 1.º) Clóvis Waechter (RS), 13s558; 2.º) Juliano Bot Antunes (PR), 14s158; e em 3.º) Paulo Fernando (PR), 14s568.
Street t. t.: 1.º) Artur Corbari Tochio (PR), 12s377; 2.º) Rafael Gadsinski Stadler (SC), 12s412; e em 3.º) Raul Antonio Correia (PR), 12s486.
Street Turbo “B” t. d.: 1.º) Sérgio Nunes (SP), 12s250; 2.º) Herold Weigert (PR), 12s365; e em 3.º) Luiz Fernando Favoretto (PR), 12s574.
Street Turbo t. t.: 1.º) Robinsan Fernandes (SP), 12s491; 2.º) Fábio Mansoni Stelle (PR), 12s550; e em 3.º) Rodrigo Paulo Panza (SP), 12s565.
Street Turbo “A” t. d.: 1.º) Caca Duad (SP), 11s721; 2.º) Leandro Romera Gomes da Silva (SP), 11s796; e em 3.º) Rodolfo Leandro Signoreti (SP), 11s945Super Street t. d.: 1.º) Vicente Orige Silva (SC), 11s226; 2.º) André Moratelli (SC), 12s015; e em 3.º) Henri José Bot (PR), 12s185.
Super Street t. t.: 1.º) Régis Ramos (SP), 10s327; 2.º) Luiz Alberto de Souza (SP), 10s428; e em 3.º) Fernando Leme Cooley (SP), 12s733.
Força Livre t. d.: 1.º) Everson de Camargo (SP), 10s208; 2.º) Leonardo Martins Garcia (RS), 10s633; e em 3.º) Dejair Pazzini (RS), 10s689.
Força Livre t. t.: 1.º) Rodrigo Facchini (SP), 09s660; 2.º) Jonathan Liao (SP), 10s202; e em 3.º) Wellington Luiz Pereira (SP), 11s441.
Estruturada: 1.º) Eduardo Dutra (SC), 10s535; 2.º) Marcelo Romanholi (SP), 10s866; e em 3.º) Marco José Vaccari (PR), 11s402.
Estruturada Import: 1.º) Gerson Luiz/Marco Aurélio (PR), 11s067; 2.º) Marcio Roberto Cardoso (SP), 12s732; e em 3.º) Dejair Pazzini (RS), 16s202.
Pró mod: 1.º) Agenor Avelino Scortgagna Jr (PR), 09s343.
Dragster Light: 1.º) Luiz Carlos Fontana (PR), 09s133; 2.º) Dejair Pazzini (RS), 09s451; e em 3.º) Helder
José Gandolfo (PR), 09s918.
Dragster Motor Dianteiro: 1.º) Luiz Alberto Fontana (PR), 10s790.
Dragster Motor Traseiro: 1.º) Luiz Alberto Fontana (PR), queimou.
Street Bike: 1.º) Augusto César Menarin (PR), 11s449; e em 2.º) Everson de Camargo (SP), queimou.
Drag Bike: 1.º) Romeu Magiolo Filho (SP), 10s411; e em 2.º) Irapua Kiel (PR), 10s915.
A terceira e próxima prova do Paranaense de Arrancada está marcada para os dias 18, 19 e 20 de junho, no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais.

Um hobbie que custa muito caro

Manter um carro em condições de disputar uma etapa do Campeonato Paranaense de Arrancada não é nada barato. E se considerarmos a premiação da competição veremos que todos os 150 pilotos que participaram da 2.ª etapa do campeonato, no último final de semana, no Autódromo Internacional de Curitiba, competiram motivados apenas pelo amor ao automobilismo e pela vontade de quebrar recordes.

Agenor Scortegagna Júnior, o Scort, recordista da categoria estruturada e atualmente competindo pela Pró-mod, revela que o que ele já investiu no seu carro é incalculável, mas calcula que por final de semana de competição ele gasta, em média, 6 mil reais, entre manutenção de peças, pessoal e transporte. “São 15 anos investindo nesse carro, não há como saber o quanto já gastei, mas, com certeza, foi muito mais do que a soma de todos os prêmios que já recebi”, confessa Scort.

Piloto da categoria Turbo B, categoria que exige menos alterações nos carros que a Pró-mod, Juan Sanchez, também garante que só compete pelo prazer. “Ninguém aqui compete pelo prêmio, o que nos mantém na arrancada é a vontade de baixar nosso próprio tempo”. Sanchez reconhece que sem o apoio dos patrocinadores seria impossível colocar o carro na pista, mas lembra que “sempre temos que colocar dinheiro do bolso”. Juan Sanchez gasta em média mil reais por fim de semana competindo.

A organização da prova reconhece que a premiação não é muito alta, mas lembra que não pode aumentá-la devido ao grande número de categorias. “A Força Livre está premiando os cinco primeiros colocados de cada uma das 19 categorias, e há ainda um prêmio especial para os pilotos que quebram recordes”, explica Eduardo Pereira, sócio da Força Livre, empresa que promove o evento.

A premiação desta segunda etapa foi de R$ 300,00 para o vencedor em cada categoria e, em caso de quebra de recorde, mais R$ 300,00 de prêmio especial, o que prova que os pilotos não entram no “Arrancadão” exclusivamente por causa do prêmio. A prova reuniu 150 apaixonados pelas arrancadas, que fizeram um verdadeiro show para um público de cerca de 10 mil pessoas em pleno Dia das Mães, em Pinhais.