Pela primeira vez na temporada a torcida do Paraná Clube protestou contra o baixo rendimento do time na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Antes mesmo do apito final do árbitro e da confirmação da derrota por 2×1 para o Luverdense, na noite de sexta-feira (17), na Vila Capanema, o torcedor paranista não poupou o time de xingamentos e protestos diante de mais uma atuação ruim da equipe. 

Nem mesmo a estreia do técnico Marcelo Martelotte, somente um dia depois de ser apresentado como novo comandante, fez o Tricolor apresentar um futebol melhor em campo. No primeiro tempo, com raras chances de gols para os dois times, o Paraná saiu na frente com gol marcado por Murilo, mas acabou esquecendo no vestiário a atuação eficiente apresentada na etapa inicial.

“A gente tem que analisar o jogo de maneira distinta. Foram dois tempos diferentes. No primeiro, nós fomos mais organizados, com o time tendo o domínio do jogo, o controle da partida, conseguindo sair na frente no placar, criando algumas oportunidades e saindo, inclusive, aplaudido pelo torcedor para o intervalo. No segundo tempo, logo de início erramos alguns passes importantes, demos a oportunidade para o adversário nos pressionar, principalmente com os escanteios, as bolas paradas. Dentro disso, em dez minutos sofremos dois gols”, avaliou Martelotte.

Na etapa final, o Paraná foi presa fácil para o Luverdense. Sem reação e sendo pressionado jogando dentro dos seus domínios, o Tricolor viu o time adversário marcar dois gols em dois minutos e virar rapidamente a partida. Pior do que isso foi a passividade do time paranista, que, ao invés de tentar reagir, viu o time do Mato Grosso ainda criar pelo menos mais três grandes oportunidades de ampliar o marcador na Vila Capanema.

Quando restavam pouco mais de 15 minutos para o final do jogo, o torcedor, impaciente com a falta de regularidade do Paraná, começou a protestar, chamou a equipe de medíocre, de time sem vergonha e sobrou até para o atacante Lúcio Flávio, que pouco produziu na partida contra o Luverdense.

O meia Válber, que também foi peça nula no setor de criação, acredita que a equipe tem que dar algo mais para reverter essa situação dentro da Série B.

“A gente que está no dia a dia aqui sabe que precisa evoluir cada vez mais, sabe das dificuldades. Sabemos que é muito pouco o que estamos fazendo na competição e temos que reverter. É hora de dar um a algo a mais de cada um, se tiver que treinar mais vamos treinar mais para buscarmos ser felizes dentro da competição”, pontuou o camisa 10 do Tricolor.

O zagueiro Zé Roberto, que substituiu João Paulo, machucado, no intervalo da partida, lamentou os gols tomados em bolas paradas e concorda com a manifestação do torcedor.

“Eles fizeram dois gols de bolas paradas em duas falhas da nossa zaga. Eles cresceram no jogo e é natural. Tentamos na hora buscar o empate e dentro de casa a gente não quer perder ponto para ninguém, nem empatar, muito menos derrota. Vamos levantar a cabeça, estamos na décima rodada. A torcida tem razão em se manifestar, pois não é o que eles esperam. A gente está triste também, mas é o seguinte, não é importante quantas vezes você cai, mas sim ,quantas vezes você levanta”, arrematou o defensor.

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