Entra ano, sai ano e o Paraná Clube segue sofrendo com os mesmos problemas. A reformulação ao final de cada temporada tem norteado as decisões do departamento de futebol paranista nas últimas temporadas. Para a temporada de 2019, quando vai voltar a disputar a Série B do Campeonato Brasileiro, o Tricolor vai começar praticamente do zero. Poucos jogadores deste ano devem permanecer. Pelo menos 15 atletas devem puxar a fila do desmanche que o clube vai passar para a próxima temporada. Assim, sob o comando do técnico Dado Cavalcanti, o elenco será totalmente reformulado para o início do ano que vem.

Para a temporada de 2018, o Paraná Clube ficou com poucos jogadores que, no ano passado, garantiram a conquista do acesso à primeira divisão na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Alguns saíram por opção da diretoria paranista e outros por conta de propostas melhores. O preço foi pago neste ano e custou caro para o Tricolor, que não conseguiu montar um time competitivo e acabou fracassando em todas as competições que disputou na atual temporada.

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O Internacional, por exemplo, que conseguiu, ao lado do Paraná, o acesso à primeira divisão no ano passado, conseguiu manter boa parte do elenco que fez uma boa campanha na Série B de 2017. O resultado foi visto em campo. O colorado gaúcho demonstrou conjunto e, no Campeonato Brasileiro, chegou a brigar pelo título, foi terceiro colocado e garantiu a vaga na Libertadores da América do ano que vem.

O grande problema do Paraná, na verdade, é a montagem e remontagem do elenco no mesmo ano. A diretoria paranista precisa se virar com os recursos que tem em mãos para a disputa do Campeonato Paranaense. O investimento é menor e, assim, a cúpula tricolor não tem potencial para trazer reforços de peso e que garantam a permanência para a sequência da temporada.

Marcos Oliveira lidera o departamento de futebol do Paraná. Foto: Arquivo.
Marcos Oliveira lidera o departamento de futebol do Paraná. Foto: Arquivo.

Assim, o Paraná, para o início de cada ano, acaba trazendo jogadores que são apostas e usam o Campeonato Paranaense como uma espécie de laboratório para a disputa do Campeonato Brasileiro. Neste ano, por exemplo, mais de 40 jogadores foram contratados. Poucos vingaram e o resultado em campo foi o reflexo dessa falta de planejamento do departamento de futebol paranista.

Agora, para 2019, a diretoria do Paraná, comandada pelo presidente Leonardo Oliveira, pelo gerente de futebol, o ex-goleiro Marcos Oliveira, e pelo executivo de futebol, Mário André Mazzuco, tem a ajuda do técnico Dado Cavalcanti. O treinador, contratado durante o Brasileirão com o time paranista já virtualmente rebaixado, está ajudando no planejamento para a próxima temporada.

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A intenção da diretoria é fazer mais com menos. O investimento, com relação a temporada de 2018, será bem menor por conta do rebaixamento. Assim, o Paraná vai tentar montar um time mais competitivo para a disputa do Campeonato Paranaense e que sirva de base para a sequência da temporada. Somente para a disputa da Série B é que o clube terá mais capacidade financeira para aumentar o poder técnico do seu elenco para tentar o retorno da Série B.

Até mesmo por isso, vários jogadores jovens e que estão subindo das categorias de base serão utilizados pelo técnico Dado Cavalcanti em um primeiro momento. Além deles, poucos jogadores remanescentes deste ano e atletas que estão retornando de empréstimo também devem fazer parte da base do Paraná para a disputa do Estadual. Com o planejamento iniciado ainda durante a disputa do Brasileirão, a diretoria paranista espera, ao menos, aumentar o índice de acerto para, no ano que vem, ter uma temporada bem diferente do que foi 2018.

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