Não vencer o Bahia, nesta quarta-feira (8), às 19h30, na Vila Capanema, não significará a eliminação do Paraná Clube da Copa do Brasil. Com a mudança do regulamento e com a realização de partida única nas duas primeiras fases do torneio, o empate na segunda fase leva a decisão da vaga para a disputa de penalidades. Caso não consiga a classificação durante os 90 minutos, o Tricolor estará bem preparado para conseguir avançar à terceira fase da competição nacional nas cobranças de pênaltis.

“Claro que é bom definir durante os 90 minutos, mas pode acontecer de ir para os pênaltis. Tem que treinar, estar preparado para as dificuldades. Pênalti é qualidade também e nós estamos nos preparando para isso. Esperamos definir durante os 90 minutos”, garantiu o zagueiro Eduardo Brock.

O defensor afirmou que, caso precise, poderá contribuir com o Paraná na disputa de penalidades diante do time baiano. “Estou treinando. Se o Wagner (Lopes) me colocar vou bater. É questão de optar os melhores que estão treinando. Se ele quiser me colocar, irei bater com certeza. Meu aproveitamento é bom”, avisou o zagueiro paranista.

O técnico Wagner Lopes está fazendo os jogadores do Paraná Clube treinarem cobranças de penalidades desde que a partida diante do Bahia foi adiada. O treinador acredita que, para ter sucesso, os atletas precisam repetir no jogo o que é feito nos treinamentos, principalmente a concentração, já que o aspecto mental será preponderante para isso.

“Gosto de estudar a biomecânica do passe, do chute. É uma crença minha, não que eu seja o dono da verdade. O estado de jogo é diferente do estado de treino, sobretudo na parte mental. Na hora tem a vaia, o estádio lotado. Por isso é muito importante entrar no estado de jogo para bater o pênalti. A gente procura, no treino, conscientizar o atleta a bater daquela maneira também no jogo, com o mesmo nível de concentração, não apenas o gesto técnico, mas se concentrar. Isso que fizemos nessa semana”, ponderou o comandante paranista.

Lopes reforçou ainda a confiança que tem no goleiro Léo caso a disputa da vaga seja decidida nas penalidades diante do Bahia. “O Léo tem uma envergadura muito boa, uma explosão enorme e é um bom pegador de pênalti. A gente espera não precisar, mas é importantíssima a presença do goleiro. O Marcos também tem calma, explosão muito grande. Tenho certeza que qualquer um dos dois vai dar conta do recado”, arrematou o treinador.