Treze dias e treze jogos depois, o futebol paranaense ganhou um jogo. O Paraná Clube foi a Natal e venceu o ABC por 4×1, na primeira vitória de Fernando Diniz. O resultado alivia a pressão tricolor, fugindo das últimas posições da Série B.

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Antes do jogo, Diniz pregava equilíbrio contra um adversário que, segundo ele, “deveria estar em uma posição melhor na tabela”. Por isso ele optou em manter Jean, Éder e Washington, sacando Rafael Costa para a entrada de Danielzinho. A opção era por mais velocidade, maior movimentação e contra-ataques mais eficientes. Era tanta movimentação que Rafael Carioca jogava totalmente solto, assim como Ricardinho.

Era um Paraná que tentava jogar mais, não estava apenas esperando o ABC chegar. Para um primeiro jogo, é claro que parecia tudo muito confuso, e por isso a equipe não se soltava toda no ataque. Mas a posse de bola era controlada pelo Tricolor, impedindo assim que os donos da casa chegassem com perigo.

Mas uma bobagem minou o bom início de jogo. Aos 22 minutos, Bismark ganhou a jogada e ia para a lateral do campo quando Luciano Castán o atropelou. Pênalti indiscutível, que nem foi contestado, e que Edno cobrou com categoria – e só não foi pra galera porque o jogo era realizado com portões fechados.

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O rendimento tricolor caiu após sofrer o gol. A troca de passes persistia, mas os espaços entre a zaga que permitiam os passes para Henrique e Fernando Viana não existiam mais. Já o ABC aparecia com mais perigo e obrigava Marcos a trabalhar.

Virada

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Diniz decidiu sacar Éder e colocar Rafael Costa. O Tricolor ganharia um articulador e que também poderia arriscar de média distância. E o empate começou num chute de Rafael – a bola espirrou na zaga e caiu no pé de Danielzinho, que deixou tudo igual. Aí o Paraná cresceu. E minutos depois do empate Rafael Costa deixou Henrique na cara do gol para virar a partida.

Em minutos o Tricolor saiu de derrotado para uma vitória categórica. Danielzinho lançou Ricardinho, que ganhou da defesa e fez o terceiro. E no final da partida Lucas Pará, com tranquilidade, resolveu a parada. Um triunfo com o dedo de Fernando Diniz, e com gosto de esperança.