A tarefa era difícil. Afinal, bater o líder do Campeonato Brasileiro no Maracanã nunca foi considerado fácil. E de fato, o Paraná Clube teve muita dificuldade na derrota por 2×0 para o Flamengo, na noite e domingo (10). No entanto, o que mais chamou a atenção foi a apatia do Tricolor, que até sofrer o primeiro gol conseguiu segurar o ímpeto do adversário, mas depois cometeu falhas na defesa e pouco acionou o ataque.

Um resultado positivo poderia tirar o time paranista da zona de rebaixamento, principalmente por conta das combinações de resultados da rodada. De qualquer maneira, a missão pode ser alcançada na quarta-feira, contra o Cruzeiro, às 19h30, na Vila Capanema.

Para tentar surpreender o Flamengo, o técnico Rogério Micale mexeu na formação do Paraná Clube. Abriu mão de um armador para jogar com três volantes e ter três atacantes. O objetivo era dar a bola para os donos da casa e explorar os contra-ataques em velocidade. A primeira parte da tarefa deu certo, tanto que o rubro-negro carioca teve 58% de posse de bola. O problema foi fazer a bola chegar lá na frente.

Pressionado, o Tricolor passou a maior parte do tempo se defendendo em seu campo, anulando o ataque flamenguista. Porém, quando roubaba a bola, não conseguia arrancar em velocidade, uma vez que não tinha com quem trabalhar lá na frente. Além disso, também não estava em uma noite feliz. Visto o gol que acabou sofrendo, ainda no primeiro tempo. Aos 20 minutos, Diego cobrou falta, a bola desviou na barreira e enganou Thiago Rodrigues, morrendo no fundo das redes.

E foi isso que o líder do Brasileirão fez. Apesar do domínio do jogo e da ofensividade, o Flamengo não foi um time perigoso, de arriscar. Pelo contrário. Encontrou dificuldades na marcação do Paraná Clube, que voltou à sua formação original no segundo tempo e acabou equilibrando um pouco mais o duelo. Até que veio o fator “dedo do professor” no meio do caminho.

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Do lado dos cariocas, WIllian Arão e Felipe Vizeu entraram e dois minutos depois o volante cruzou na medida para o atacante, livre de marcação, amplicar. Já pelo lado paranista, Micale precisou queimar a última substituição por questões médicas – Jesiel deu lugar a Neris – e perdeu importantes armas para conseguir algo mais no Maracanã. E isso mudou todo o panorama do duelo. A partir daí o time se perdeu.

Nem de longe o Tricolor mostrou a mesma postura que nas duas vitórias na Vila Capanema. Tudo bem que o nível do adversário era outro, e o jogo era fora de casa, mas a queda de rendimento foi nítida, tanto em questão de construção de jogadas quanto de marcação. O Flamengo só não fez mais por não caprichar na pontaria e porque Thiago Rodrigues mais uma vez fez grandes defesas. Um resultado que não pode abalar a equipe para a sequência da competição.