Fazer o máximo possível com o mínimo. Foi com este discurso que o novo gerente de futebol do Paraná Clube, Marcos Mathias Lamers, assumiu na semana passada o seu novo cargo dentro do Tricolor. Oriundo das categorias de base e sabendo das dificuldades financeiras do clube, o novo responsável pela gerência de futebol chegou com um discurso realista e não prometeu, já neste ano, o tão sonhado retorno do time paranista para a Série A do Campeonato Brasileiro.

“Pela dificuldade que tivemos, a transição política do clube e a vinda de um treinador mais tarde, além de atletas que chegaram e ainda não jogaram, demora um pouco mesmo. A gente sabe que a torcida é passional e o retorno para a Série A, dentro desse processo de reestruturação, seria a melhor coisa para nós. Mas temos que ter serenidade e, se não conseguir esse ano, vamos criar uma possibilidade para que esse sonho se torne possível no ano que vem”, disparou.

Lamers, que substituirá Edson Neguinho na gerência de futebol, não tem experiência com futebol profissional, mas vem de um bom trabalho desempenhado nas reestruturação das categorias de base do Tricolor, sobretudo depois que o empresário Carlos Werner assumiu as rédeas do Ninho da Gralha.

“Na base você acaba desenvolvendo a função de coordenador, treinador, psicólogo, gerente. É uma boa escola e claro que o mundo do futebol profissional requer outras coisas. Tenho experiência no futsal do exterior, onde trabalhei em alguns times profissionais. Agora, acredito em uma sequência de trabalho e temos que pensar primeiro no clube. Vamos dar o nosso máximo nessa reestruturação para que o Paraná volte a ser grande”, cravou.

Futuro fica pra depois

Quando assumiu o clube, no final de março, essa nova diretoria do Paraná Clube, liderada pelos “Paranistas do Bem”, admitiu que não concorreria às eleições no final deste ano para dar sequência no trabalho (embora o atual presidente, Luiz Carlos Casagrande tenha admitido ser candidato). Isso não incomoda Lamers, que pretende deixar um legado do seu trabalho à frente do futebol profissional do Tricolor.

“O projeto se faz a longo prazo, mesmo que essa diretoria não permaneça ou de quem assumir. Temos que mostrar o caminho. Se tiver dando certo, temos que mostrar que o projeto está no caminho para que ajude quem for assumir ou essa mesma diretoria”, concluiu o novo gerente de futebol paranista, quie terá seis meses para mostrar serviço. A eleição no Paraná acontece em setembro, mas a nova diretoria, ou a diretoria reeleita, só toma posse no primeiro semestre de dezembro.

Currículo

Formado em Educação Física e pós graduado em treinamento esportivo em futsal e futebol, Marcos Mathias Lamers já trabalhou como técnico em alguns times de Curitiba. Depois foi para a Itália, onde foi treinador de equipes profissionais da modalidade. No seu retorno, que aconteceu em 2011, passou a desempenhar o papel de técnico de futsal do Clube Curitibano, além de trabalhar na captação e avaliação de novos atletas do Atlético e na comissão técnica do time sub-18 do Furacão.

Desde a semana passada, quem assumiu o lugar do profissional na coordenação das categorias de base do Tricolor é Luciano Gusso, que já foi auxiliar-técnico e iniciou a temporada como treinador do time profissional.