Diferente do que a grande maioria pensa, a parte social se banca no Paraná. Inclusive ajuda no aperto que o futebol passa mensalmente. Os conselheiros, aliás, debatem há tempos que as contas sejam separadas, mas o tema ainda está em estudo – com tendência para não acontecer. A unificação também gera outro debate, que era defendido por boa parte da torcida: o fim do “social”, com as vendas das sedes para pagar dívidas, e a atividade exclusiva no futebol.
Saulo é taxativo. Mesmo sabendo que, no século passado, o dinheiro vindo das piscinas deixou o Paraná rico e forte, o ex-atacante acredita que o caminho seja investir nas categorias de base e mudar o estilo de cima para baixo. “O clube tem que deixar a vaidade de lado. O torcedor está sofrendo e, para fazer isso, precisa renovar. Pessoas e pensamentos jovens. Investir nas categorias de base, pois só assim que vai melhorar. Futebol brasileiro se aprende nas ruas, nas favelas, nas adversidades. Muita teoria e pouca prática de fato”, analisa.
O maior artilheiro da história paranista relembrou de um caso. Márcio Nobre, na virada do século, foi treinado por Saulo para aprimorar fundamentos básicos de um atacante. A melhora foi visível, com o atleta tendo uma boa trajetória profissionalmente até hoje.
O Internacional, por exemplo, possui uma escola à parte dentro da base. Os atacantes do Colorado fazem justamente o mesmo trabalho que o Tigre da Vila deu entre 1999 e 2001, melhorando o desempenho com trabalhos específicos e praticamente diários. “Foi na época em que José Domingos era dirigente, mas infelizmente o ciúme é alto. O treinador acha que querem tomar o lugar dele. Só que isso seria muito bom nas categorias de base. Eles chegam ao profissional precisando treinar essa parte, e não pode. Tem que vir pronto, principalmente na parte ofensiva e de finalização. Paramos no tempo”, pontua.
Uniforme
Ao contrário da maioria dos últimos anos, o Paraná vai lançar o novo uniforme ainda no primeiro semestre. A previsão é que seja lançado em maio, como foi em 2014. “Já estamos trabalhando tem um tempo no desenho e nos detalhes do novo uniforme”, afirma Fabiano Stédile, do marketing paranista.
Com a Kanxa, a nova linha era lançada apenas em meados de setembro e era alvo de críticas da torcida. Stédile minimiza e até cita que a antecipação ocorre pela mudança da fornecedora de material. A italiana Erreà, que tem contrato até o fim deste ano, possui a representante dela no Brasil em Santa Felicidade, a Unghe, que facilita a logística. “E não é só a camisa e uniforme de jogo. É toda uma linha de material”, promete.
Outra ponderação é a remessa das camisas. Em todo lançamento do clube, os torcedores se queixam da falta de estoque. Algo que Stédile garante que não vai ocorrer novamente. “O processo de fabricação aqui facilita”, finaliza.


