Na reta decisiva da Série B, o Paraná, sempre acostumado a sofrer e a perder força na competição por causa de problemas com salários atrasados, está vivendo uma situação diferente este ano. Com os ordenados em dia, pelo menos no seu departamento de futebol profissional, o Tricolor está pagando pelas muitas mudanças no comando técnico, principalmente pela falta de convicção no estilo de trabalho do seu treinador considerado ideal e também por montar o time no andamento do certame.

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Isso tudo aconteceu porque a atual gestão do clube, comandada pelos diretores denominados Paranistas do Bem, assumiu o lugar do ex-presidente Rubens Bohlen, que renunciou ao cargo somente no final de março, semanas antes do início da Série B. O técnico interino do Tricolor, Fernando Miguel, que conviveu com essa fase de transição, ressaltou a importância de contar com os salários em dia para o desenvolvimento do trabalho.

“Está em dia. Se não me engano, falta uma coisa ou outra, que será acertado antes do jogo de amanhã (hoje). Quanto a isso não está havendo problema nenhum. E isso é uma coisa muito boa para poder dar sequência no trabalho”, apontou o atual comandante paranista, que elogiou o trabalho da direção, que ganhou a eleição realizada no final do mês passado. “Acompanhei muito o processo dessa virada, essa mudança que teve. Posso dizer que tiro o chapéu para a diretoria que está aqui hoje. Eles pegaram o clube em uma situação bem complicada e conseguiram dar um ‘up’. Acho que seria muita ambição querer o acesso esse ano. Esse grupo está dando estrutura ao clube e se organizando para que ano que venha a gente tenha uma ambição melhor”, cravou.

Fernando Miguel afirmou que, se o Paraná mantiver este modo de gestão daqui em diante, conseguirá em breve retornar à elite do futebol brasileiro, que não disputa desde 2007.

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“Vamos tentar terminar a Série B deste ano da forma mais digna possível e dar continuidade no trabalho. As pessoas da diretoria estão fazendo um trabalho muito boa e, consequentemente, o Paraná Clube vai voltar para a Primeira Divisão em breve”, arrematou Miguel.

Rafael Carioca evita crise

Escalado na lateral-esquerda por Fernando Diniz e protagonista de um episódio polêmico com o ex-treinador, o meia Rafael Carioca esclareceu o desentendimento que teve após o jogo diante do Santa Cruz, na Vila Capanema e garantiu que seu relacionamento com Diniz se fortaleceu após o episódio. “O Diniz é um grande cara, uma grande pessoa e espero que ele possa conseguir lugares maiores que o Paraná”, apontou o jogador.

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“Ele tem uma capacidade muito grande como treinador. Ele me ajudou bastante e o que aconteceu não foi um problema, foi uma tempestade em copo d’água. Depois disso, ele me chamou, a gente conversou bastante e quem tomou a decisão errada fui eu, por ter me exaltado, por abrir os braços. O comando é dele e naquele momento tive um deslize. Queria a mesma coisa que ele, que era ganhar aquele jogo. São coisas que acontecem, depois ele me chamou, a gente conversou e tudo deu certo”, explicou Carioca.
Motivação

Sem a motivação de brigar pelo acesso e com pouco risco de cair à Série C, Rafael Carioca afirmou que o time paranista jogará também pelo técnico Fernando Miguel nesta reta final. “O que mais motiva é o lado humano que o Fernando Miguel tem. Sempre nos ajudou e espero, junto com meus companheiros, dar o máximo para ganhar essa partida”, finalizou o meia.