Foi complicado, suado e com muita tensão, mas o Paraná foi forte e lutou bravamente. Com um a menos desde os dez primeiros minutos de jogo, quando Róbson foi expulso, o Tricolor teve que se fechar e enfrentar uma pressão enorme do Vila Nova. Dentro daquilo que se desenhou na partida, o empate em 0x0, nesta noite de sexta-feia (3), no Serra Dourada, acabou saindo com sabor de vitória e com a sensação de dever cumprido.

Com o resultado, o time paranista chegou aos nove pontos e ocupa a nona posição na tabela. Na próxima rodada, recebe o Atlético-GO, terça-feira (7), às 19h15, na Vila Capanema

O jogo começou quente no Serra Dourada. As duas equipes se mostravam abertas e dispostas a procurar o gol. Mas quem chamou a atenção foi a arbitragem. Com dez minutos de partida, o atacante paranista Róbson acabou sendo expulso após receber dois cartões amarelos. O primeiro veio com um minuto, quando ele ganhou a bola da marcação, em uma bobeira da área, invadiu a área e dividiu com o marcador e caiu. O árbitro marcou simulação e amarelou o jogador.

Nove minutos mais tarde, Robson sofreu falta, reclamou e afastou o adversário com o braço esquerdo. O árbitro entendeu como agressão, deu o segundo amarelo e expulsou o camisa 11. Mesmo com um a menos, o Tricolor não perdeu força ofensiva e atacava mais que os donos da casa.

Com apenas Lúcio Flávio lá na frente, o time paranista criava jogadas em velocidades, abusando de Diego Tavares e Válber. Além disso, pressionava o Vila Nova no meio-campo, impedindo que o adversário atacasse em vantagem numérica. Porém, com mais posse de bola, os goianos rondavam bastante a área e obrigaram Wendell fazer grande defesa aos 42, em chute de longe de Fabinho.

No segundo tempo, o Vila Nova tirou um dos três zagueiros e colocou mais um atacante, com o objetivo de pressionar ainda mais o Paraná. Tanto que os donos da casa tentavam chegar ao gol de qualquer jeito. Acuado, o Tricolor praticamente não passava do meio-campo, sempre precisando se fechar para impedir o ataque do adversário.

Aos 14, por muito pouco o Vila não abriu o placar. Jéfferson Feijão cruzou pela direita, Basso furou e a bola sobrou limpa para Jean Carlos, que bateu forte, mas Wendell espalmou.

A pressão piorou na metade final do segundo tempo, quando os goianos colocaram mais um jogador ofensivo em campo. A cada minuto que passava, maior o perigo que Vila Nova levava, principalmente com bolas levantadas na área ou chutes de longa distância. Raramente a equipe paranista conseguia tocar a bola no setor ofensivo, mas mal chegava na área e teve que suportar, com muita luta, a pressão para garantir o 0x0. Missão dada, missão cumprida.

FICHA TÉCNICA

SÉRIE B
1º Turno – 6ª Rodada

Vila Nova 0 x 0 Paraná Clube

Vila Nova
Wagnero Bueno; Douglas Assis, Vinicius Saimon (Frontini, intervalo) e Reginaldo; Bruno Oliveira (Jéfferson Feijão, 10 do 1º), Victor Bolt (Pedro Carmona, 20 do 2º), Robston, Jean Carlos e Marcelo Cordeiro; Fabinho e Roger.
Técnico: Rogério Mancini

Paraná Clube
Wendell; Leandro Silva, João Paulo, Pitty e Fernandes; Anderson Uchôa, Basso (Alisson, 35 do 2º), Diego Tavares (Marcelinho, 22 do 2º) e Válber; Robson e Lúcio Flávio (Robert, 23 do 2º).
Técnico: Claudinei Oliveira

Local: Estádio Serra Dourada ­ Goiânia (GO)
Árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso (PA)
Assistentes: José Ricardo Coimbra (PA) e Leila Naiara Moreira da Cruz (DF)
Cartões Amarelos: Victor Bolt, Jéfferson Feijão, Jean Carlos, Dudu (VIL); Válber, Lúcio Flávio (PAR)
Cartão Vermelho: Róbson (PAR), 11 do 1º