Ontem a cidade amanheceu com informações quentes de duas negociações de atletas do Coritiba para o exterior. O lateral-esquerdo Adriano foi para o Sevilla, da Espanha, por 2,5 milhões de euros (R$ 9 milhões) e o volante Roberto Brum foi negociado com a Acadêmica de Coimbra por R$ 6 milhões. Nos próximos dias, o atacante André Nunes pode acertar sua transferência para o futebol coreano.

No final de dezembro, o artilheiro Washington deixou o Atlético seduzido pelos dólares do Verdy Tokyo e o atacante Galvão, do Paraná Clube, também rumou para o Japão, com destino ao Sanfrecce. E esses são apenas os nomes mais conhecidos.

Na verdade, o grande fluxo de atletas acontece do interior do Paraná para fora do Brasil e, na maioria das vezes, envolvendo jogadores ainda desconhecidos, de pouca idade, que costumam ir para países onde o futebol é menos popular, como Hungria, Ucrânia e até mesmo a distante Moldávia. A procura dos clubes estrangeiros pelos atletas paranaenses tem uma justificativa óbvia: são atletas com o "pedigree" do jogador brasileiro, mas que custam muito menos que jogadores revelados no futebol paulista, considerado o grande centro revelador de craques.

Só para se ter uma idéia do fluxo de brasileiros para o exterior, de janeiro até novembro de 2004, 982 atletas brasileiros haviam carimbado o passaporte. Nesse período, o Atlético foi o recordista, com 18 jogadores vendidos ou emprestados para times de fora do Brasil. Em 2003, em apenas três meses, só o futebol paranaense negociou 90 atletas. As estatísticas de dezembro e janeiro deste ano ainda não estão prontas, mas como é o período mais significativo de transferências, o pessoal do departamento de registros da Federação Paranaense de Futebol vai suar a camisa para carimbar tantos documentos.