Márcio, Maurílio (encoberto) e
Alexandre festejam o gol com Fábio Luís.

Não foi um primor, mas o Paraná Clube cumpriu o seu papel e está fora da zona de rebaixamento. Pelo menos até o fim da próxima rodada. Ontem à noite, no Pinheirão, o Tricolor bateu o Botafogo, por 2 a 0, e saltou da 23.ª para a 18.ª posição na tabela, respirando um pouco mais aliviado.

O próximo compromisso paranista será o clássico contra o Coritiba, domingo, no Couto Pereira. Em caso de nova vitória, o Tricolor decreta o fim do “fantasma” do rebaixamento e ainda terá dois jogos para buscar o “sacramento” matemático para permanecer na elite em 2003.

No primeiro tempo, o Paraná começou nervoso e errando passes em demasia. Do outro lado, o Botafogo também não acertava seu posicionamento ofensivo. A disputa se resumiu à disputa pelo meio-de-campo, com a bola maltratada pelo dois lados. Jogo truncado e sem jogadas de ataque, sobraram as faltas cometidas em profusão, como principais oportunidades, através de lances de bola parada. E foi exatamente de um lance assim que aconteceu a primeira grande oportunidade do Tricolor. Maurílio cobrou escanteio no meio da pequena área. Carlos Germano ficou debaixo da trave e a bola, que passou por todos, menos Fábio Luiz, que teve que se abaixar para cabecear certeiro no fundo do gol alvinegro.

Na mesma “batida”, o Botafogo ainta teve uma boa oportunidade, num contra-ataque rápido. Mas Ademílson bateu para defesa de Marcos.

O segundo tempo foi muito melhor. Em desvantagem no placar, Ivo tirou Rodrigão e Márcio Gomes, para colocar Esquerdinha e Rogério, tentando dar velocidade ao ataque e barrar os espaços do meio-campo. Mas foi o Paraná quem voltou aceso. O lateral Fabinho cruzou bola açucarada para Márcio, que desperdiçou, isolando a chance. Logo depois, foi a vez de Maurílio assustar Germano, mandando uma bola no travessão.

Depois disso porém, o Botafogo passou a tomar conta, fazendo uma blitz e encurralando o Paraná na sua defesa. Mas foi um festival de chutes sem pontaria, facilitando a vida do Paraná que explorou os contra-ataques. Quando Alexandre saiu contundido, dando passagem a Valdir, o Paraná ganhou o impulso que faltava para sacramentar a vitória. Com um toque de classe, alçando a bola sobre a marcação, Valdir deixou Márcio de frente para o gol. Livre, desta vez ele fez valer sua fama de matador e fuzilou Carlos Germano dando números finais à partida.