| Orlando Kissner |
| Leonardo marcou o segundo gol na vitória por 3 a 1 e já tem seis na artilharia. |
Paraná e Adap mantiveram a tradição e protagonizaram uma partida disputada, emocionante e de alto nível técnico. Assim como no 1.º turno, os detalhes favoreceram o Tricolor, que repetiu o placar do último jogo e enfiou 3 x 1 na equipe de Campo Mourão. Com o terceiro triunfo consecutivo, o Tricolor chega
à segunda posição do Grupo B e com chances de pular para a primeira na última rodada – a própria Adap lidera com o mesmo número de pontos (23), mas uma vitória a mais (7 a 6).
A Adap mostrou porque é a sensação do interior no Paranaense. Embora com alguns jogadores improvisados – o meia Batista na ala-esquerda e os também meio-campistas Souza e Ivan no ataque – , o time de Campo Mourão exibiu no Pinheirão uma equipe técnica, experiente e habilidosa.
O Tricolor, por sua vez, começou o jogo errando alguns passes. Embora o Paraná chegasse perto do gol em alguns lances, especialmente pela direita e com chutes de longe, a Adap estava melhor distribuída e criava os lances mais perigosos – trocando passes com precisão ou atacando em bloco nos contragolpes. Assim os visitantes abriram o placar em belo lance finalizado por Souza, aos 26.
Um minuto depois ocorreu o lance mais inusitado da partida. Lançado em profundidade, Maicosuel invadiu a área e trombou com um zagueiro. Aparentemente decidido, o árbitro Edivaldo Elias da Silva não marcou nada e ainda mostrou cartão amarelo ao meia pela suposta simulação.
Eis que o assistente Gilson Bento Coutinho ergueu sua bandeira, avisando ao árbitro que sua opinião sobre o lance era distinta. Após ligeira confusão, com direito a bate-boca entre jogadores da Adap, o auxiliar e um repórter de rádio, Edivaldo reconsiderou a marcação e apontou para a marca de cal. Marcelinho cobrou e empatou. Animado, o Paraná foi à frente e logo fez 2 x 1 em lance tramado por Marcelinho e Leonardo, que chegou a seu sexto gol no Estadual.
Mal recomeçou o segundo tempo e a Adap mostrou que correria com vigor atrás do empate. Ivan já havia mandado uma bomba na trave quando, num contragolpe, o árbitro marcou toque de mão de Neguete dentro da área, logo aos 2 minutos. Souza cobrou e Flávio segurou – foi o terceiro pênalti desperdiçado pela Adap em dois jogos contra o Tricolor.
O Paraná se resguardou e o adversário manteve maior posse de bola até os 19 minutos, quando o meia Fernando foi corretamente expulso. Com um jogador a mais, o técnico Barbieri trocou um zagueiro (Neguete) por um atacante (Jeff) e o Paraná passou a armar contragolpes com mais poder de fogo. Mas, como o Tricolor seguiu exercendo sua vocação para perder gols e a defesa mostrava-se confusa, a Adap ainda ameaçava empatar.
Quando o time interiorano perdeu o segundo jogador, expulso (o ala Batista) aos 40 minutos, as coisas ficaram fáceis para o Paraná. Finalmente, aos 46, Maicosuel encerrou o rosário de gols desperdiçados, marcou 3 x 1 e sacramentou o bom momento paranista no Estadual.
Agora é ir atrás do primeiro lugar
Há três rodadas, o Paraná Clube vivia crise e o técnico Barbieri tinha o emprego ameaçado. Nove pontos depois, o time vive a expectativa de alcançar o primeiro lugar da chave – depende de uma vitória sobre o rebaixado Toledo, domingo, no Pinheirão, e de um empate ou derrota da Adap contra o Coritiba, em Campo Mourão.
?A classificação veio antecipada, mas sempre queremos algo a mais. Contamos com a ajuda do Coxa para ficarmos em primeiro?, falou o zagueiro Emerson. ?A Adap é um time muito forte, mas novamente vencemos uma partida difícil. Vamos caminhando passo a passo e agora a meta é a ponta do grupo?, emendou o capitão Beto.
Apesar da vitória e dos elogios ao time (?foi equilibrado e ditou o ritmo do jogo?), Barbieri cobrou mais uma vez um melhor aproveitamento nos arremates. ?Temos que trabalhar muito mais este fundamento para não sofrermos tanto. O jogo poderia ter sido liquidado no primeiro tempo. No fim as coisas se complicam pelos erros anteriores?, falou o técnico, que também não gostou da arbitragem. ?Os árbitros têm deixado muito a desejar. O pênalti foi claríssimo, e se o bandeira não marca, o espetáculo pode ser prejudicado?, reclamou, citando lance do pênalti sobre Maicosuel anotado pelo assistente Gílson Bento Coutinho.
Diante do Toledo, Barbieri tende a poupar os meias Rafael Muçamba e Beto, que não conseguiram forçar o terceiro cartão amarelo.
O lateral Rodrigo Alvim e o goleiro Flávio tiveram sucesso nesta tarefa e não jogam domingo.
Campeonato Paranaense
Gols: Souza (26-1o.), Marcelinho (32-1o.), Leonardo (37-1o.), Maicosuel (46-2o.)
Cartões amarelos: Mineiro(A), Neguete, Goiano, Rodrigo Alvim, Flávio (P)
Cartão vermelho: Fernando (19-2o.) e Batista (40-2o.)
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva
Assistentes: Gilson Bento Coutinho e João Carlos dos Santos
Público: 1.922 pagantes (total: 2.214)
Renda: R$ 17.526,00
Paraná 3×1 Adap
Paraná
Flávio; Gustavo, Emerson e Neguete (Jeff); Goiano (Alex), Rafael Muçamba, Beto, Marcelinho (Sandro), Maicosuel e Rodrigo Alvim; Leonardo. Técnico: Barbieri
Adap
Fábio; Alex Noronha, Dezinho e Mineiro (Fernando); Ângelo, Silas (Fábio William), Felipe Alves, Gildázio (Warlley) e Batista; Ivan e Souza. Técnico: Gilberto Pereira