Weligton e Fábio Luís formam
a zaga titular contra o Grêmio.

A força física dará o tom do jogo de amanhã entre Paraná Clube e Grêmio. O técnico Caio Júnior não acredita em uma partida de alto nível técnico.

Ressaltou a necessidade de contar com um time mobilizado em busca da vitória, único resultado que pode afastar o Tricolor da zona de rebaixamento. Do outro lado, o representante gaúcho também precisa dos três pontos para se garantir na segunda fase do Brasileirão-2002. Por motivos distintos, os dois clubes correm atrás do resultado positivo, sabendo que o empate não satisfaz a nenhum dos lados.

Acreditando num jogo onde a “pegada” fará a diferença, Caio Júnior reformulou o setor de meio-de-campo. César Romero foi a novidade no treino de ontem à tarde, entrando inicialmente na vaga de Alexandre. Uma mudança estratégica para fortalecer o sistema de marcação. A comissão técnica foi obrigada ainda a mexer em outras quatro posições, devido às ausências de Cristiano Ávalos, Roberto e Goiano, suspensos, e Cris, lesionado. Os escolhidos foram Fernando e Weligton, que entram na zaga, Bosco, voltando ao time na lateral-direita, e Sidnei.

Caio não antecipou a equipe que iniciará mais um jogo decisivo neste Brasileirão. Testou três formações distintas, com variações táticas e técnicas. Começou o coletivo com um time bem compacto, utilizando três zagueiros e dois meias de marcação. Nesta situação, Émerson foi o responsável pela ligação entre meio de campo e ataque. Foram 25 minutos com a seguinte equipe: Marcos; Fernando, Fábio Luís e Weligton; Bosco, Sidnei, César Romero, Émerson e Fabinho; Maurílio e Márcio.

Na segunda fase do treino, partiu para uma variação teoricamente mais ofensiva. Alexandre entrou no lugar de Weligton, fazendo com que o time se posicionasse num 4-4-2. Houve maior dificuldade para o encaixe da marcação ao adversário – que foi posicionado com dois atacantes bem avançados, tomando por base o perfil adotado pelo Grêmio -e Caio precisou parar o treino por duas vezes para corrigir o posicionamento. No fim, testou ainda outra opção, deslocando Alexandre para a ala-esquerda e recompondo a zaga novamente com Weligton. Quem saiu do time foi Fabinho.

Retrospecto é ponto a favor

Casa cheia e apoio incondicional do torcedor neste momento decisivo. É isso que esperam jogadores e comissão técnica do Paraná no jogo de amanhã, às 20h30, no Pinheirão. O risco de rebaixamento só se tornou real devido ao fraco desempenho do time fora de casa. Afinal, jogando em seu terreno, o Tricolor mostra números expressivos. Principalmente a partir do momento em que “adotou” o Pinheirão como seu “alçapão’.

Acreditando no apoio do torcedor, a diretoria manteve os preços reduzidos dos ingressos, com arquibancada custando R$ 5,00 (sócios, mulheres, menores e estudantes, R$ 3,00). Cadeiras estão sendo vendidas a R$ 20,00 (sócios, mulheres e menores, R$ 10,00). No último jogo em casa, frente ao Botafogo, o público total foi de 6.398 torcedores e mesmo assim o clube teve prejuízo, devido ao valor reduzido dos ingressos.

Nos seis primeiros jogos, utilizando o Couto Pereira (o Pinheirão estava interditado), o Paraná computou três vitórias, um empate e duas derrotas. No estádio da Federação Paranaense de Futebol, o time chegou bem perto do aproveitamento máximo. Obteve apenas um empate – diante do Cruzeiro – e quatro vitórias. Se o público, até aqui, ainda está aquém do esperado, os torcedores que acompanharam os jogos frente a Vitória, Gama, Juventude e Botafogo contribuíram diretamente para o bom desempenho do time.