Éverton acompanha Alex subindo mais
que todos para tentar o gol do Santos,
que correu atrás do prejuízo.

O Paraná Clube, de forma surpreendente, mostrou na sua estréia do Brasileirão 2003 que aquele péssimo futebol apresentado no estadual deste ano já é coisa do passado. Em plena Vila Belmiro, no início da noite de ontem, o Tricolor paranaense não se intimidou com o Santos e arrancou um heróico empate em 2 a 2 com o atual campeão brasileiro. O excelente resultado fora de casa, além de mostrar uma incrível melhora no setor defensivo da equipe, dá ótimas perspectivas ao torcedor com relação ao futuro da equipe na competição.

A façanha do Tricolor poderia ser ainda melhor se não fossem as duas expulsões no segundo tempo da partida. Com dois jogadores a menos, o Paraná teve que passar a maior parte da etapa final preocupado com a marcação, abandonando completamente o setor ofensivo. Em compensação, a equipe apresentou um futebol convincente no primeiro tempo. Após dez minutos de puro equilíbrio entre ambas as equipes, o time paranaense não demorou para abrir o placar no estádio santista.

Aos 13 minutos, o lateral Fabinho fez grande jogada com o volante Émerson pela esquerda e cruzou para Renaldo, de cabeça, dentro da pequena área, colocar o Paraná em vantagem. Atrás no marcador, o Santos pressionava, mas os lances mais perigosos eram do Tricolor. Aos 17 minutos, numa pedalada “a la Robinho”, Dennys quase aumentou a vantagem.

Pelo lado do Peixe quem mais assustava era Robinho. E numa jogada sua, aos 27 minutos quase sai o empate alvinegro. Mas aí vale a velha máxima: quem não faz toma. Um minuto depois, Marquinhos recebeu livre na intermediária santista, invadiu a área, tirou o zagueiro com um lindo toque e, numa bola prensada, o volante Paulo Almeida acabou marcando um golaço contra. Paraná 2 a 0.

A partir daí a pressão do Santos aumentou. Aos 34 minutos, Diego invadiu a área e sofreu pênalti, mas o árbitro mandou seguir. No minuto seguinte, saiu o gol santista. O infernal Robinho recebeu na entrada da área, avançou, e mandou a bola no cantinho esquerdo do goleiro Darci. E foi só no primeiro tempo.

A segunda etapa foi um verdadeiro teste cardíaco para o torcedor paranista. Com apenas 40 segundos o Santos já tinha perdido dois gols incríveis. O Paraná acertou novamente a marcação e equilibrou o jogo. Mas após o que seria uma substituição tática na equipe, começou o martírio tricolor.

O atacante Valdir entrou em substituição ao volante Fernando Miguel, mas apenas dez minutos depois já estava expulso. “O Léo cuspiu em mim e o juiz me deu o amarelo, depois fui pegar a bola e ele me expulsou”, explicou o inconformado Valdir.

A pressão alvinegra se tornou algo insustentável. O Tricolor segurou bem, mas aos 30 minutos não teve jeito. Após um cruzamento de Alex pela direita, Nenê recebeu no meio da área e, com um belo giro, empatou a partida. Depois disso, o que se viu foi uma partida do ataque santista contra a defesa paranista. A coisa piorou ainda mais com a expulsão do volante Émerson, aos 44 minutos. Mas com grandes defesas do goleiro Darci, aliada à falta de pontaria do ataque alvinegro, o Paraná saiu do “alçapão” da Vila Belmiro com um resultado heróico.

Flávio pronto para enfrentar o Atlético

Irapitan Costa

O goleiro Flávio foi recepcionado sábado, no aeroporto Afonso Pena, por um grupo de torcedores paranistas e toda a cúpula do departamento de futebol. Mesmo com a apresentação oficial programada para hoje, o jogador diz “já estar vivendo o Paraná Clube”. Aos 32 anos, ele chega como o grande reforço do Tricolor para o Brasileirão-2003. Flávio não se deixa impressionar pela “badalação”. Reafirmou sua felicidade com o acerto e a volta a Curitiba e promete muito trabalho para repetir no Paraná a boa performance que obteve no rival Atlético, onde foi campeão brasileiro, em 2001.

A estréia do jogador – se depender da torcida – já tem data marcada. No próximo domingo o Tricolor recebe o Atlético, no Pinheirão. A seqüência de treinamento é que vai definir esta situação, mas Flávio garante estar pronto, mesmo sem jogar desde o ano passado, quando deixou o Rubro-Negro. “No Vasco, fiquei na reserva e isso pesou na decisão. Fiquei muito feliz com o interesse do Paraná e aqui estou, renovado”. O goleiro preferiu não aprofundar o assunto quando indagado sobre sua saída do Atlético, no final do ano passado.

“Quando o jogador muda de clube, o que passou fica para trás. Meu objetivo agora é dar alegria aos torcedores do Paraná, que estão me recebendo com tanto carinho. À noite, Flávio foi uma das atrações do tradicional Baile do Havaí, na sede social da Avenida Kennedy. “Contratações como essa aumentam a confiança do torcedor e a conseqüência é um sucesso imediato nas bilheterias”, comentou o vice de futebol José Domingos. Os ingressos para o clássico começaram a ser vendidos no fim-de-semana e o torcedor do Paraná paga mais barato se for ao estádio com a camisa do seu time. Na arquibancada, o preço cai de R$ 15,00 para R$ 10,00 e nas cadeiras, de R$ 40,00 para R$ 20,00. Os ingressos estão à venda em todas as sedes do clube.