O jogo de amanhã, frente ao Guarani, às 20h30, deve ser o último do Paraná Clube no Alto da Glória, neste Brasileirão (à exceção do clássico frente ao Coritiba, de mando do Alviverde). O Pinheirão, após sete meses de interdição, finalmente foi liberado pelo Ministério Público e pela Justiça Comum. Após ser aprovado pelo Corpo de Bombeiros – que estimou sua capacidade em 28 mil torcedores – o juiz da 18ª Vara Cível, Carlos Eduardo Andersen Espinola, despachou favoravelmente à liberação do estádio ontem.
No início da tarde, o Paraná já confirmava a realização do jogo frente ao Guarani para o Couto Pereira. Os ingressos começam a ser vendidos hoje pela manhã, em todas as sedes do clube (Capanema, Tarumã, Kennedy e Boqueirão), com os mesmos preços dos jogos anteriores. Cadeiras custam R$ 30,00; cadeiras para sócios, R$ 10,00; arquibancada, R$ 10,00; mulheres, menores e estudantes, R$ 8,00; camarotes (cada lugar), R$ 40,00. O objetivo é fazer uma promoção especial para o retorno ao Pinheirão, que está programado para o dia 3 de outubro, quando o Tricolor enfrenta o Cruzeiro.
Neste ano, o Paraná só pôde realizar três jogos no Pinheirão. O estádio foi totalmente reformulado, com a aproximação das arquibancadas e a criação do setor “pai-e-filho”. Na partida contra o Internacional – ainda com alguns setores em obras – o público superou a marca dos 27 mil pagantes. Pouco depois, veio a interdição e a limitação a 6 mil torcedores, o que determinou a volta do Tricolor à Vila Capanema.
Com a confirmação do Pinheirão para os próximos jogos da equipe no Nacional, o Paraná deixa de atuar em um estádio neutro, acreditando no retorno de seu torcedor, que em várias oportunidades mostrou ser favorável à utilização do estádio da FPF.
Maratona por mais 22 pontos
Sem vencer ha quatro jogos, o Paraná Clube entrou perigosamente na “zona de rebaixamento”. Pior que isso: o time segue sem somar pontos fora de casa e encara o Guarani – amanhã, às 20h30, no Couto Pereira – necessitando desesperadamente de uma vitória. Com um rendimento de apenas 30,3%, o Tricolor começa a se distanciar do bloco intermediário. Excetuando-se Vasco e Botafogo, que estão somente um ponto à sua frente (e com um jogo a mais), os outros “retardatários” já abriram vantagem de quatro pontos.
Trabalhando com uma margem de segurança, os profissionais do Paraná estimam que o clube ainda necessita de 22 pontos para não conviver com o “fantasma do rebaixamento”. Isso significa que o Tricolor terá que elevar seu aproveitamento, nos 14 jogos restantes, a 52%. Se valerem, por exemplo, os mesmos índices do ano passado, um clube se livra da “degola” com 27 pontos. “Com este número, há sempre um risco. Não queremos conviver com esta tensão, por isso, não mudamos os nossos cálculos”, comentou o superintendente de futebol Ocimar Bolicenho.
Dirigentes e integrantes da comissão técnica estiveram reunidos ontem à tarde, avaliando a situação do time e os motivos que levaram o Paraná a amargar a sexta derrota consecutiva fora de casa. Mesmo sem um diagnóstico preciso para as oscilações, todos acreditam que frente ao Corinthians o Tricolor fez sua melhor partida na condição de visitante. “Fomos equilibrados e soubemos controlar as principais investidas do adversário. O pênalti desperdiçado mudou o ritmo da partida”, analisou o técnico Otacílio Gonçalves.
O capitão Sidnei concorda. “A partir da defesa do Doni, o Corinthians e sua torcida reascenderam. Deixamos de matar o jogo”, disse. Experiente, ele acredita na volta por cima, embasado pelo rendimento da equipe neste próprio Brasileirão. “Fizemos bons jogos e sempre criando oportunidades. Já vivi situação parecida em outros clubes, mas com o time jogando mal e não levando perigo aos adversários. E isso não está acontecendo aqui”, analisou. O Paraná, mesmo na 23.ª colocação, já marcou 19 gols.
Otacílio Gonçalves sabe que apenas jogar bem não adianta. “Precisamos fazer escore”, disse. O treinador ainda não sabe como vai armar o time para enfrentar o Guarani. O zagueiro Cristiano Ávalos está lesionado (e não retorna antes de 25 dias) e Maurílio dificilmente será liberado para esta partida. Além dos dois, que não atuaram em São Paulo, a comissão técnica depende da recuperação de Sidnei, que se queixa de dores na coxa direita.


