Ficou mais “liso” o caminho do Coritiba para chegar à segunda fase do Campeonato Brasileiro de 2002 e com isso garantir uma vaga na Copa Pan-americana 2003. Com a vitória alviverde no clássico de ontem, o time do Alto da Glória chegou aos 36 pontos, ainda tem seis a disputar.

Caso conquiste vitórias diante de Figueirense (quarta-feira, no Couto Pereira) e Gama (domingo que vem, em Brasília), carimba o passaporte à próxima fase, sem depender de outros resultados. Em caso de empate numa das duas partidas e vitória na outra, o Coxa começa a depender de tropeços de Grêmio e Atlético-MG (que ainda têm dois jogos) – clubes que estão à sua frente na tabela -; além de ficar ligado no desempenho de Ponte Preta, Vitória, Fluminense e Cruzeiro, equipes que ainda têm duas partidas a disputar, mas têm menos pontos em relação ao Coritiba.

Segundo o site do professor Tristão Garcia, o Infobola, matemático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), as chances de o Cori se classificar são de 70%, bem superiores às de Goiás (9.º colocado, com 14%), Vitória (23%, em 10.º), Ponte Preta (26%, em 11.º), Flu (15%, em 12.º) e Cruzeiro (9%, em 13.º).

Sinal de alerta

Já o Paraná voltou a ficar em situação complicada após a derrota para o Coritiba. Suas chances de rebaixamento, segundo o Infobola, subiram de 16% – antes da rodada do fim de semana – para 32% depois dos jogos de ontem.

Embora o Tricolor também tenha mais dois compromissos na competição, seus adversários ainda têm interesse em vencer na competição. É o caso do Grêmio, seu adversário de quinta-feira à noite, que com 37 pontos, ainda precisa vencer para carimbar sua vaga. Na despedida, o Paraná encara o Figueirense (soma 27 pontos e ainda corre risco de cair) em Florianópolis, com os catarinenses dependendo de um bom resultado diante do Coxa, para que estejam livres da degola.

Pelos cálculos da comissão técnica, o time precisa apenas de três dos seis pontos que irá disputar. Mas para confirmar, só mesmo no domingo que vem para quem fica ou cai para a Série B.

Paraná pode perder mando no STJD hoje

Uma segunda-feira decisiva. O Paraná Clube troca hoje os gramados pelos tribunais e tenta escapar hoje de uma punição no Rio de Janeiro. Não bastasse a possibilidade de ficar sem três titulares para o jogo frente ao Grêmio, o clube ainda corre o risco de perder o mando deste jogo. Tudo em virtude da confusão ocorrida no intervalo do jogo contra o Juventude, quando o árbitro Alício Pena Júnior, de Minas Gerais, foi pressionado por dirigentes e acabou agredido por um torcedor que conseguiu invadir o gramado.

O clube foi citado pelo promotor e está incluso no artigo 300, podendo perder o mando deste jogo decisivo frente ao tricolor gaúcho. Diante do Juventude, o árbitro deixou de marcar uma penalidade máxima sobre Cristiano Ávalos e ainda expulsou o jogador paranista. O lance provocou revolta geral e ao término do primeiro tempo o confronto foi inevitável. Ao seguir dos camarotes para o vestiário, dirigentes encontraram o trio de arbitragem no gramado. Foram citados em súmula o superintendente de futebol Ocimar Bolicenho, o gerente Marcus Vinícius Beck Lima e o treinador de goleiros Júlio César Camargo.

“Reclamamos, mas não houve nenhuma agressão”, disse Ocimar Bolicenho. O único problema ocorreu com um torcedor, Alphonse Voight, que deu um chute no árbitro, foi detido pela polícia e Pena Júnior – após o jogo – prestou queixa no 6º Distrito. O Paraná preparou uma ampla defesa durante os últimos dias, com fitas de vídeo e documentos. O superintendente de futebol disse ainda que caso a punição se confirme, o Paraná irá levar o jogo frente ao Grêmio para a cidade de Maringá, no Estádio Willie Davids.

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