O meia Marquinhos promete
uma postura ousada.

O Paraná Clube espera “voltar aos trilhos” no jogo desta noite, às 20h30, frente ao Goiás, no Pinheirão. Após um início de competição surpreendente – com boas atuações frente a Santos e Atlético Paranaense – o time não manteve o ritmo diante do Guarani. A derrota, em Campinas, porém, não gerou mudanças de comportamento. A linha de ação do treinador foi mantida e Cuca só não antecipou a escalação desta vez porque ainda alimenta a possibilidade de contar com Caio.

O meia-atacante é peça-chave para a postura ofensiva do Tricolor. “Ele tem um ótimo sentido de penetração e dá mobilidade ao setor direito da equipe”, reconhece o treinador. Cuca testou, no treino de terça-feira, um meio-de-campo mais compacto, com a entrada de Émerson. Isso porque Caio ficou em tratamento intensivo devido a uma lesão na panturrilha esquerda. O departamento médico volta a avaliar o meia hoje à tarde e só então Cuca poderá anunciar a formação para o jogo.

Volante de origem, Émerson, tem como característica uma boa saída de bola e também finalizações precisas de média distância. Ele começou o campeonato como titular, mas foi expulso em Santos e teve que cumprir a suspensão automática no clássico. Paralelamente a isso, voltou a sentir dores no adutor da coxa esquerda e acabou não enfrentando o Guarani. “Estou recuperado e com muita vontade de retomar minha posição”, disse Émerson. Cuca, no entanto, deixou no ar uma segunda opção, caso Caio seja vetado: o meia Éverton.

Com características semelhantes às de Caio, ele poderia dar ao time o mesmo ritmo pelo lado direito. Essa alternativa, no entanto, não foi testada em treinamentos. Caso o tratamento dê resultado, Caio será confirmado e Cuca poderá colocar em campo a mesma formação dos dois últimos jogos. “Isso seria muito bom. Ainda mais porque ainda buscamos o entrosamento ideal”, comentou o técnico paranista. Ele ainda fez observações sobre os cuidados que o Paraná deve ter com o adversário.

“O Goiás tem um ótimo meio-de-campo, muito criativo. E seu ataque é veloz e preciso nas finalizações”, disse. Mesmo sabendo que o Tricolor precisa tomar a iniciativa ofensiva, haverá muito cuidado com “o conjunto do Goiás”. Cuca não pretende recorrer a marcações individuais e sim apostar numa sincronia de marcação e ataque, com a participação efetiva de todos os jogadores.

O treinador ainda alertou para a eficiência do time de Candinho nos lances de bola parada. Mesmo tendo somente dois pontos, o time goiano já fez sete gols no Brasileirão e hoje terá uma defesa bastante modificada em relação aos últimos jogos.

Zagueiro Weligton reintegrado

O elenco do Paraná segue em constante “mutação”. Com dificuldades para encontrar no mercado um zagueiro canhoto,

o clube partiu para uma solução caseira, reintegrando Weligton. Contratado ao longo do campeonato brasileiro do ano passado – num momento onde a zaga não vinha bem – o jogador teve uma boa seqüência de jogos.

No início deste ano, com a volta de Ageu, ele perdeu espaço e não conseguiu se firmar ao longo do estadual. Com a profunda mudança no departamento de futebol, o zagueiro “rodou” e foi afastado do grupo principal. “Sabemos que o orçamento do clube é restrito e precisávamos de mais uma opção pelo lado esquerdo. Por isso, após algumas conversas, optamos pela volta do Weligton”, comentou Cuca.

Weligton vinha treinando na Vila Olímpica do Boqueirão. Não no mesmo ritmo do grupo principal, mas participando também de atividades com bola, junto ao time de juniores e juvenis. “Estou em boas condições físicas. Agora é recuperar o tempo perdido”, disse o jogador. O zagueiro passa a trabalhar na Vila Capanema a partir de hoje, junto com os outros jogadores que não foram relacionados para a partida de hoje.

O grupo deverá contar nos próximos dias com mais um atacante. A diretoria faz segredo e evita comentar sobre especulações, mas é certo que um centroavante será contratado o mais tardar até o início da próxima semana. Cuca pediu um atacante para ser referência na área adversária, com características distintas dos jogadores que compõem o atual elenco. Essa carência ficou evidenciada na última jornada, onde o Paraná não traduziu posse de bola e domínio territorial em ataques efetivos e gols.