O Paraná Clube vai tentar “armar uma arapuca” para o Juventude. Amanhã, às 16h, no Alfredo Jaconi, o Tricolor entra em campo para explorar os erros do adversário e manter a sequência de vitórias.
Com cinco pontos de vantagem sobre a área da degola, o representante paranaense corre atrás do quarto triunfo seguido, um feito inédito em uma temporada marcada por altos e baixos.
“Nos livramos desse efeito gangorra e não queremos dar um passo atrás”, lembra o ala Murilo. “A posição pode até parecer confortável, mas não é. Ainda estamos sob pressão e isso só vai terminar quando atingirmos a pontuação necessária para permanecermos na Segundona”, completou o lateral.
O Paraná precisa, segundo as projeções dos especialistas, pelo menos mais três vitórias para alcançar esse objetivo. “Não podemos adiar tudo para as últimas rodadas. Temos é que aproveitar esse bom momento”, destacou o zagueiro Daniel Marques.
Depois de vencer a desconfiança de todos e a própria incerteza do grupo, o Paraná dá sinais de que enfim o time atingiu um ponto ideal, de absoluto equilíbrio. Mas o técnico Paulo Comelli sabe que esse jogo em especial será de superação. Muito pela ausência do capitão Agenor.
“Não é fácil adaptar um atleta nessa função”, afirmou. “O Agenor, taticamente, vinha sendo perfeito, como volante ou zagueiro”. Por isso, o treinador deixou a dúvida no setor. Deu a entender que irá escalar Rômulo, mas também trabalhou Vágner na função.
“Vou ainda analisar alguns vídeos do Juventude, antes de me decidir”, despistou Comelli. Porém, até por sua estatura, Rômulo leva vantagem nessa briga. Ainda mais diante de um time gaúcho, que usa muito o recurso das bolas alçadas na área para tentar os seus gols. “Ainda não sei de nada, mas espero jogar”, disse Rômulo, ansioso por poder voltar ao time justamente em Caxias do Sul, onde iniciou sua carreira. “Toda a minha família vai estar lá e espero que eles possam comemorar uma vitória do Paraná.”
Além da dúvida no meio-de-campo, Comelli também optou por não anunciar quem será o companheiro de Ricardinho no ataque. Rodrigo Pimpão iniciou o coletivo como titular e só na reta final da atividade foi substituído por Éder.
“Os dois vivem um bom momento. Como o Pimpão vinha empolgado pelos gols que marcou na última partida, iria testá-lo no treinamento, independente da lesão do Éder”, explicou o treinador.
