O revés diante do ABC trouxe pressão ao grupo do Paraná Clube. Com quatro jogos pela frente até o término do primeiro turno, o time de Ricardinho terá que emplacar pelo menos três vitórias para superar a marca dos 30 pontos e, assim, seguir na briga pelo acesso. No sábado, às 16h20, no Durival Britto, o duelo é frente ao CRB, num jogo “de seis pontos”, já que o time alagoano tem apenas um ponto a menos que o Tricolor.

“Não podemos mais ficar adiando essa reação. Já estamos sete pontos atrás do G4”, disse o técnico Ricardinho. O Paraná vem buscando tirar essa diferença há tempos. “Transferir tudo para o segundo turno é um risco enorme. Temos que fazer os resultados já”, completou o treinador. Na prática, o Tricolor ainda sonha com uma pontuação expressiva nesta reta final do turno, mesmo reconhecendo que a ineficácia ofensiva preocupa.

Com 21 gols assinalados, o Paraná tem apenas o décimo ataque da Série B. O desempenho do time, até aqui, é de 48,89%. Número insuficiente para chegar ao acesso. O São Caetano, 4.º colocado, tem um aproveitamento de 64,44%. Numa projeção simples, esse rendimento corresponderia a 73 pontos ao término da Série B, muito além da média dos últimos anos. “Esse número ainda vai variar. Mas, já não podemos nos descuidar. Senão, vai ficar difícil correr atrás”, reconheceu Ricardinho.

Historicamente, equipes que chegam aos 63 pontos têm grandes chances de assegurar o acesso. Marca que corresponde a desempenho próximo dos 55%. Hoje sete clubes têm um aproveitamento superior, comprovando a disputa acirrada pelas quatro vagas na Série A. “Estamos com três rodadas de atraso para os times do G4. Para mudar isso, temos que fazer um final de turno perfeito”, lembrou Ricardinho, reconhecendo a importância de uma sequência de vitórias nos jogos contra CRB, Ipatinga, ASA e Atlético-PR.

“É importante que a gente reduza essa diferença o quanto antes. Essa derrota para o ABC nos deixou numa posição delicada”, reconheceu o meia Lúcio Flávio. Com opções para o meio-campo e o ataque, cabe a Ricardinho encontrar a formação ideal, após uma série de mexidas na equipe. “Temos algumas limitações (financeiras), mas isso não é novidade. Então, temos que buscar as melhores alternativas e reagir. E vamos reagir”, cravou Ricardinho, sem perder a confiança no trabalho que vem sendo realizado desde o início da temporada.