O Paraná Clube está a cinco ou seis pontos de sua meta: a sobrevivência na segunda divisão nacional. Depois de penar durante a maior parte da competição, o Tricolor conseguiu dar a volta por cima com um segundo turno muito acima do que se poderia prever. Com 23 pontos conquistados nesta segunda metade da Série B, o time do técnico Paulo Comelli conseguiu atingir, enfim, um momento de aparente serenidade. A vitória sobre o Barueri, um dos fortes candidatos ao acesso à primeira divisão, reduziu para apenas 3,7% o risco de rebaixamento.

“Tranqüilidade, com responsabilidade. Ainda não ganhamos nada”, afirmou Comelli logo após a partida na Arena Barueri. O treinador mantém linha dura e quer o grupo focado nesta reta final da temporada. “Fizemos um pacto de 36 dias, ou sete jogos. Este, foi apenas o primeiro passo.” O técnico paranista fala com a experiência de quem viveu “o inferno” desde que chegou ao clube. Paulo Comelli encontrou um grupo emocionalmente esfacelado, desacreditado e a caminho da terceira divisão. Hoje, já se permite respirar aliviado, mas não completamente.

“Tivemos um deslize e todo o temor voltou. Então, não há tempo para sequer comemorar uma vitória. Já temos é que pensar no jogo contra o Corinthians”, lembrou o treinador. Na semana passada, por conta da derrota para o Brasiliense, a conversa para a renovação de seu contrato acabou não ocorrendo. “Entendi a diretoria. Como se poderia planejar algo, sob o risco real de uma queda para a terceira divisão?” Comelli deve acertar sua permanência no clube para 2009, mas com algumas exigências.

“Eles (os dirigentes) sabem como eu trabalho. Há muita coisa que a gente pretende mudar em termos de planejamento”, destacou Paulo Comelli, que já teria elaborado junto com o auxiliar André Chita e os demais componentes da comissão técnica, em especial os preparadores físicos, todo um organograma visando a disputa do Paranaense, da Copa do Brasil e da Série B. “Só que ainda temos seis jogos pela frente. Então, vamos tentar vencer logo esses dois jogos que nos faltam para que a tranqüilidade seja real”, frisou Comelli.

Restando seis rodadas, o Paraná trabalha com a meta de chegar aos 45 pontos, considerado o “número mágico” para a permanência na Série B. “Podemos ir além disso”, destacou o zagueiro Fabrício, mais uma vez um dos mais regulares do time (e autor do gol da vitória, de pênalti). Neste returno, o rendimento do Tricolor é de 58,97%. Se mantiver esse aproveitamento, fechará a competição com 50 pontos, numa posição intermediária, entre a 10.ª e a 13.ª posição. Vale lembrar que ao longo de toda a Segundona, o Paraná não conseguiu superar o 12.º lugar.