Foto: Arquivo

Zetti pretende utilizar o jogo em Maringá, que deverá ter pressão, pra ditar o ritmo que o Tricolor usará nas alturas da Bolívia.

O técnico Zetti aproveitará o jogo de amanhã – às 20h30, no Willie Davids – para dar ritmo a uma formação que ele pretende utilizar no jogo decisivo da próxima semana, pela Libertadores. Contra o Adap Galo, assim como no duelo diante do Real Potosí, dia 10 de abril, na Bolívia, o Paraná atuará com três zagueiros.

O treinador aprovou o desempenho de Daniel Marques, Toninho e João Paulo, em Cascavel, e eles estarão lado a lado, mais uma vez, no jogo que pode selar a qualificação do Tricolor às semifinais e com a 1.ª colocação do Grupo A.

A manutenção do 3-5-2, a rigor, é a única certeza de Zetti, que ainda pode processar mudanças em várias posições. O treinador não quer correr riscos, diante da maratona que o Paraná terá pela frente.

Por isso, jogadores que apresentam um desgaste físico acima do normal – e, por isso, mais expostos a eventuais lesões – serão poupados. É o caso de Henrique, que no domingo até ficou no banco, mas ontem retornou a Curitiba. O atacante viajou ao lado de Léo Matos, que não joga devido à suspensão pelo 3.º cartão amarelo. Foram chamados os volantes Beto e Araújo, mas somente hoje o time será confirmado por Zetti.

?Vou conversar com o grupo. Não há pressa?, disse Zetti, com a costumeira serenidade. Deixou no ar a possibilidade de deixar no banco atletas como Egídio, Beto e até Gérson, buscando dosar as energias de todos visando uma seqüência positiva no Paranaense e na Libertadores. No Estadual, assim como na Libertadores, o Paraná só precisa de dois empates. Com dois pontos, independente de outros resultados – à exceção de uma goleada por seis de diferença do Coritiba sobre o Cascavel – o Tricolor garante a classificação na 1.ª colocação do Grupo A. Na competição internacional, se não perder para Real Potosí e Unión Maracaibo/VEN o clube avança às oitavas-de-final.

?FPF insensível, e depois eu sou o burro?

O técnico Zetti lamentou a ?falta de sensibilidade? da Federação Paranaense de Futebol – FPF -, que confirmou para o dia 12 de abril o clássico Paraná Clube x Coritiba, pela última rodada desta 2.ª fase e que poderá definir quem fica com o 1.º lugar do Grupo A. ?Depois, vem o torcedor no alambrado chamar a gente de burro. Eles que direcionem seus gritos para a federação?, alfinetou Zetti. O clube terá que jogar na Bolívia na terça-feira, retornando no dia seguinte, com chegada prevista para o fim da tarde.

?Não dá tempo de fazer nada. É descansar, conversar e ir para um clássico decisivo. Faltou competência para a entidade proteger o clube que representa o Estado na maior competição do continente?, desabafou Zetti. ?Estar na Libertadores deveria ser um prêmio para todos do futebol paranaense. Não um castigo?. O clube já definiu o cronograma da viagem para Potosí e os jogadores, assim que voltarem da Bolívia, terão apenas algumas horas para visitar os familiares, retornando para a concentração à noite.

A preocupação de Zetti vai além. Depois do clássico, na quinta-feira, serão apenas dois dias de preparação para o primeiro jogo das semifinais, com a grande possibilidade de uma viagem para o interior do Estado. ?É um período de muita cautela. Já perdemos o Dinelson e o Josiel e não quero passar por novas dificuldades?, disse o treinador paranista. Em relação aos dois titulares, Zetti trabalha com a possibilidade de levar ao menos o ?baixinho? Dinelson para o jogo contra o Real Potosí.