O Paraná Clube deverá passar por semanas agitadas. Sem muito a fazer no Paranaense, o foco principal já passa a ser a Série B, que tem início dentro de 23 dias. Com várias negociações “engatilhadas”, o clube tenta definir reforços, liberar atletas e entregar ao técnico Marcelo Oliveira um grupo coeso e competitivo. Assim que Estadual terminar, restarão tão somente duas semanas para os ajustes finais. Neste processo, o Tricolor também apresenta aqueles jogadores que já treinam na Vila Capanema.

Na prática, experientes ou jovens, o perfil dos atletas é praticamente o mesmo: jogadores em busca de projeção e espaço no cenário nacional. Ives, por exemplo, tenta recuperar o terreno perdido após algumas apostas mal feitas. Há cinco anos, o volante despontava, com apenas 19 anos, no Vasco da Gama. Só que depois disso, Ives caiu no ostracismo. Foi emprestado ao Náutico e depois foi parar na Romênia. “Saí de cena. Mas, faz parte do futebol”, disse o jogador, que ao voltar ao País foi parar no modesto Mesquita.

Depois do carioca do ano passado, chegou a treinar por um tempo no Flamengo. “Quem me abriu as portas foi o Adriano, meu amigo de infância”, disse o jogador. O pai do Imperador treinou Ives em um time da comunidade Vila Cruzeiro. “Não joguei no Flamengo, mas foi um período bom”. Sem ter uma chance real na Gávea, o jogador decidiu se aventurar no litoral paranaense. Foi para o Rio Branco e sua atuação na equipe parnanguara chamou a atenção dos “olheiros” paranistas. “Fico grato ao grupo do Rio Branco. Eles me ajudaram a chegar onde estou, agora”.

Apesar de uma boa bagagem, Ives se considera um jogador jovem – afinal, tem apenas 24 anos – e espera fazer um grande Brasileiro, com a camisa tricolor. “Temos um grupo muito bom e unido. Cheguei há pouco tempo e já me sinto em casa. Vai ser assim com aqueles reforços que ainda vão chegar, para que a gente consiga o objetivo de colocar o Paraná na primeira divisão”. Apesar do momento feliz, Ives admite que viveu momentos de apreensão, com os familiares afetados pelos problemas em Niterói.

“Foi difícil. Mas, agora está tudo se normalizando. Eu e dois tios, que vivem em São Paulo, estamos ajudando o pessoal”, disse o jogador. Ives está garantindo à distância um apoio financeiro para irmãos e primos, afetados pela chuva e deslizamentos que afetaram grande parte do Rio de Janeiro. Dificuldades à parte, o volante só tem recebido elogios pelos bons treinamentos, que podem lhe valer uma vaga entre os titulares já para o jogo de estreia na Série B, dia 8 de maio, frente ao Ipatinga, no Durival Britto.