Foto: Valquir Aureliano

Flávio: experiência.

Mais do que a confirmação de sua vaga nas oitavas-de-final, o Paraná Clube segue hoje à tarde para a Bolívia com o objetivo de melhorar a sua classificação geral na Copa Libertadores da América.

O técnico Zetti quer somar o maior número de pontos nestas duas rodadas finais para tentar um adversário de menor potencial – e tradição – na outra etapa. Uma situação, sabe o treinador, absolutamente teórica. Sem a possibilidade de alcançar o Flamengo, o tricolor só se classifica em segundo lugar no Grupo 5.

Pelo regulamento da competição, o Paraná ?briga?, no máximo, para ser o nono colocado e assim enfrentar o pior primeiro lugar. Hoje, com seus seis pontos, o tricolor seria o 16.º e assim teria pela frente o Santos, time de melhor campanha em toda a competição (vale ressaltar, muitos clubes já jogaram cinco vezes, enquanto o Paraná disputou quatro jogos). ?Vamos em busca destas duas vitórias. Temos potencial para isso, em que pese a dificuldade de se atuar na altitude?, comentou Zetti. Independente dos pontos que o clube venha a conquistar contra o Real Potosí – e, depois, frente ao Unión Maracaibo -, avançando à terceira fase terá que decidir sua sorte no mata-mata fora de casa.

?Perdemos a possibilidade de brigar pela ponta nos jogos frente ao Flamengo. Agora, é esquecer isso e definir de vez a classificação?, lembrou o goleiro Flávio. No caso de vitória na terça-feira, em Potosí, o Paraná confirma presença nas oitavas-de-final. Mas, o empate deixaria o time de Zetti bem perto da vaga. Nesse caso, só ficaria de fora caso perdesse em casa para os venezuelanos e o Real batesse o Flamengo, no Rio de Janeiro. ?A situação pode parecer relativamente confortável. Mas, não dá para vacilar?, lembrou Goiano, que desta vez atuará improvisado na ala direita.

O técnico Zetti, embalado pelas quatro vitórias seguidas e a classificação às semifinais do paranaense, quer ver o time resgatando a mesma ?pegada? dos primeiros jogos nesta Libertadores. Uma postura que foi deixada de lado frente ao Flamengo e resultou em tropeços que colocaram em dúvida o potencial do grupo perante a crítica. ?O nosso elenco é bom e competitivo. É com esse espírito que vamos em busca desta vaga?, frisou Zetti. ?Tenho repetido seguidamente: Libertadores não é para dar show. Jogar com inteligência e muita garra é o segredo para o sucesso?.

Viagem do Paraná Clube será em várias etapas

Em pleno feriado de Páscoa, o Paraná Clube inicia a sua ?via crucis? rumo a Potosí, onde espera confirmar sua qualificação à outra etapa da Libertadores da América. Na terça-feira, o Tricolor entra no gramado do estádio Mario Mercado Vaca Guzmán em busca de sua terceira vitória na competição, frente ao Bamin Real Potosí. Antes disso, uma seqüência de conexões, treinos e muita cautela para driblar os efeitos da altitude de 4.000 metros da cidade boliviana.

A delegação tricolor deixa Curitiba às 13h, rumo a São Paulo, de onde segue para Santa Cruz de La Sierra. A cidade – que fica a apenas 200 metros de altitude – será o primeiro ponto de parada do Paraná em território boliviano. Os jogadores ficam concentrados no hotel Los Tajibos e amanhã pela manhã realizam um trabalho físico-técnico, o único na Bolívia. Diante das dificuldades, a comissão técnica abriu mão do treino de reconhecimento no estádio do Real. Ainda na segunda-feira, a delegação vai para Sucre, em vôo fretado. Os detalhes desta viagem ainda estão sendo acertados por um representante do Tricolor.

Sucre fica a 2.800 metros – altitude superior àquela que o Tricolor enfrentou em Calama (2.200m) – e servirá como última parada da delegação antes do destino final. O grupo ficará no hotel Capital Plaza e o trajeto até Potosí (cerca de 160 km) será feito por transporte terrestre. Além da altitude, o departamento médico tem preocupação também com a hipotermia. No horário do jogo, a temperatura de Potosí, nessa época do ano, fica entre 2º e 5ºC. A viagem para Potosí deve ocorrer por volta das 13h. O jogo começa às 18h, no horário local (19h, no horário brasileiro).