Paraná Clube vence com direito a dois golaços

Valeu pelos golaços. Com um voleio de João Paulo e um balaço de Marcelo Toscano, o Paraná venceu o equilibrado Atlético-GO por 2×1, ontem, na Vila Capanema.

Apesar de não ter sido brilhante, o Tricolor tem o mérito de nunca ter desistido, e por isso conseguiu uma importante vitória, que deixa a equipe temporariamente na 11.ª colocação na Série B, e praticamente sem risco de rebaixamento para a terceira divisão.

Quem lia a escalação do Paraná no papel até podia pensar – ora, esse time não é tão ruim. Zé Carlos vinha de boas atuações. Gabriel, Luís Henrique e Leandro faziam um trio de respeito na zaga. Murilo é, talvez, o principal jogador da equipe, ao lado de Rafinha.

Adoniran e João Paulo haviam dado mostras de bom futebol. Fabinho, tirando a inconstância, poderia render. Bruninho é uma das esperanças do clube. E Wellington Silva é o artilheiro da temporada.

Mesmo assim, essa equipe causava calafrios no torcedor – bem a rigor, na fase atual, qualquer formação era assustadora. Mas era o time que tentaria mais uma vitória.

E que fez bom primeiro tempo. Aproveitando-se de uma formação mais defensiva do Dragão, o Paraná partiu para cima. Dominou desde o início. Tanto que o Atlético-GO teve apenas uma grande chance de gol. Já o Tricolor teve boas oportunidades.

Não era uma atuação brilhante, mas os donos da casa mostravam vontade. Fabinho e Murilo eram muito acionados e correspondiam. O ataque não tinha boa produção, principalmente quando Wellington Silva caía para as laterais, obrigando Rafinha a ficar centralizado.

Melhorava quando Rafinha tinha liberdade, e foi assim que o gol saiu. Aos 30 minutos, o camisa 7 paranista rolou de calcanhar para Fabinho, que lançou na área e encontrou João Paulo, que mandou um incrível voleio, abrindo o placar com um golaço. “É bom poder fazer um gol bonito e ajudar o time”, resumiu o volante.

Com o folclórico Zulu em campo, o Atlético-GO voltou para o segundo tempo partindo para o ataque. E o Paraná, ora tão arrumado no sistema de marcação, definhou e começou a ceder terreno para os visitantes.

E quis o destino que logo Zulu, reprovado em testes no Tricolor e escorraçado do Atlético, empatasse o jogo em uma falha da zaga tricolor. Aos 12 minutos, ele recebeu livre e tocou na saída de Zé Carlos, deixando tudo igual na Vila.

Roberto Cavalo decidiu colocar o time mais à frente, e sacou uma alteração que, à primeira vista, era estrambólica: sacou Bruninho e colocou Marcelo Toscano. Mas a mudança se explicava, pois o aqui lateral sempre jogou como meia e até como atacante.

Só que nem mesmo o treinador imaginava que iria dar tão certo. Não que ele tenha jogado bem, mas aos 38 minutos ele acertou um chute espetacular da intermediária, fazendo um golaço e dando a vitória ao Paraná. E um alívio dos grandes para a torcida.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google