Galvão sofreu um corte na perna,
mas está confirmado no ataque.

O volante Nilson terá sua primeira real oportunidade no Paraná Clube. Ele será o substituto de Axel no jogo de amanhã, às 16h, frente à Ponte Preta, no Pinheirão. Prevendo dificuldades, o técnico Paulo Campos observou atentamente o rendimento da equipe nos treinos e optou pelo jogador com características mais próximas às do titular. Axel vinha sendo o ponto de equilíbrio do meio-de-campo e a missão de Nilson será assegurar esta mesma estabilidade diante de um adversário “perigoso” e que sabe impor um forte ritmo de marcação.

Paulo Campos chegou a testar Goiano. “Os dois estão em boa fase física e técnica. Só que o Nilson sabe se postar mais atrás, organizando a defesa”, explicou o treinador. “Já o Goiano é um volante que se solta com facilidade”. Tentando manter o mesmo perfil do meio-de-campo, onde Beto é o volante de maior liberdade, Nilson entra pela primeira vez como titular da equipe neste Brasileirão. Aos 24 anos, o ex-jogador do Iraty está confiante. “O time vem bem e não vamos deixar o ritmo cair. Marcando forte, vamos assegurar a posse de bola para que nossos atacantes resolvam lá na frente”, disse o volante.

O Paraná persegue a sua quarta vitória na competição, com a manutenção dos 100% de aproveitamento em casa. Para isso, aposta no apoio de seu torcedor, apesar da queda de temperatura em Curitiba. “Precisamos desse incentivo, não apenas para assegurar a vitória, mas também para arrecadar recursos que nos permitam estruturar o futuro do clube”, ressaltou Paulo Campos. O objetivo do treinador é conseguir a viabilizar uma intertemporada a ser realizada fora de Curitiba, entre os dias 31 de maio e 11 de junho.

No treino de ontem, a comissão técnica levou um “susto”. Ao marcar um gol, o centroavante Galvão chocou-se com a trave e sofreu um corte na perna esquerda. Queria voltar, mas foi impedido pelo próprio treinador, que escalou Adriano no ataque. “Não queria correr o risco de perder meu artilheiro”, explicou Campos. “É um garoto de valor e por isso preferi que ele ficasse do lado de fora. Após a atividade, Galvão recebeu alguns pontos no local. Ele não treina hoje, mas está escalado.

O time tricolor terá Flávio; Cláudio, Carlinhos, Nelinho e Edinho; Nilson, Beto, Wiliam e Fernando; Wellington Paulista e Galvão. No fim da atividade, Paulo Campos chegou a testar variações táticas, inclusive com a utilização de três atacantes. Mesmo com uma proposta ofensiva, o técnico espera um jogo “truncado” e com poucos gols. No final do treino, Beto foi poupado, devido às dores musculares que o tiraram de boa parte dos trabalhos da semana. Devido a estes problemas, Campos deixou para hoje a definição dos demais jogadores que serão relacionados para a partida.

Até a imprensa entrou na dança do psicólogo

O apronto do Paraná Clube foi precedido de uma atividade diferenciada, sob o comando do psicólogo Gilberto Gaertner. A terapia de grupo foi desenvolvida no próprio gramado do Pinheirão, tendo por objetivo final melhorar a função tático-congnitiva dos atletas. Num clima de descontração, os atletas e integrantes da comissão técnica passaram por cinco “estações” diferenciadas.

“O objetivo é trabalhar a comunicação, a tomada de decisão, a integração e também a descontração do grupo”, comentou o psicólogo. Além de responder perguntas sobre o adversário – e segundo Gaertner, o conhecimento sobre atletas e perfil de jogo da Ponte foi surpreendente -, os jogadores, divididos em três grupos, também indagaram repórteres sobre questões relativas ao Brasileiro deste ano e do ano passado e detalhes do elenco tricolor.

Em outra “estação”, onde o objetivo era aprimorar a tomada de decisão em grupo, os jogadores tinham que conseguir passar por uma “teia”. Houve ainda animada disputa de pênaltis e, no final, o grupo teve que usar de estratégia para conseguir desatar um “nó humano” formado por todos os jogadores e integrantes da comissão técnica. “É importante sair da rotina. Além disso, há uma ótima receptividade de todos e por isso o trabalho flui ao natural”, disse Gaertner. O psicólogo já prepara uma série de atividade para o período de paralisação do Brasileirão, onde a missão é assegurar a manutenção da concentração de todos.