Galvão volta ao time hoje, em Campinas.

O Paraná Clube terá que superar um antigo tabu para atingir seu objetivo na 8.ª rodada do Brasileirão. Em busca de reabilitação e de sua primeira vitória fora de casa, o time do técnico Paulo Campos terá pela frente o Guarani, adversário que não é derrotado no Brinco de Ouro desde 1997. Este, aliás, foi o único triunfo do time paranaense em Campinas na história dos confrontos. A conquista de três pontos é decisiva para evitar a “fuga” dos concorrentes que estão na ponta da tabela.

O jogo das 16h deve ser marcado pela tensão. Se de um lado o tricolor não admite um novo tropeço, na rodada anterior foi surpreendido pela Ponte Preta, no Pinheirão, do outro o Bugre tenta sair da incômoda “zona de rebaixamento”. Será o primeiro jogo em casa sob o comando de Zetti, técnico vice-campeão paulista. O treinador esteve nos planos do Paraná Clube, mas a negociação não evoluiu e Paulo Campos acabou ficando com o cargo. Depois de quase dois meses de atividade, o ex-técnico do Iraty já mostrou seu potencial e conquistou a confiança do grupo.

Mesmo assim, ainda trabalha no sentido de encontrar a formação ideal. O 4-4-2 é o seu esquema preferencial e, na única oportunidade em que fugiu disso, o time foi goleado pelo Juventude, mas as peças ainda estão sendo ajustadas. Reflexo de uma reformulação quase que completa de um elenco em constante mutação. No início da semana, o meia Jean Carlo, que iniciou a competição como titular, foi dispensado.

O meio-de-campo é o setor que causa maior apreensão por parte dos dirigentes, que seguem em constante busca por reforços. Enquanto Marcel (ex-União Barbarense e destaque nos treinos) não conquista seu espaço, a diretoria aproveita o jogo no interior paulista para tentar definir algumas pendências. Como Canindé só deve vir em julho, após o término de seu contrato com o Paulista de Jundiaí, o clube tenta definir a contratação de Cristian, do Ituano.

Enquanto estas peças não chegam, Paulo Campos segue apostando em Wiliam e Fernando no setor de articulação. No jogo de hoje, o treinador não poderá contar com os volantes titulares. Axel e Beto, vetados pelo departamento médico, dão lugar a Nilson e Goiano. “O time não vai sentir, pois os dois são ótimos marcadores e o ritmo será o mesmo”, acredita Campos. Desta vez, o técnico preferiu não abrir o jogo e mantém a zaga indefinida. Carlinhos, Fernando Lombardi e Nelinho disputam apenas duas vagas no time, com maiores chances para os dois últimos.

No ataque, Wellington Paulista, mesmo recuperado das dores musculares que o tiraram dos treinos da semana, pode ficar no banco de reservas. Pensando em uma jogada aérea forte, Campos deve escalar Adriano, que formará dupla com Galvão, recuperado do ferimento na perna esquerda (levou quatro pontos devido a um choque com a trave), lesão que impediu sua presença no jogo passado. Artilheiro do time com quatro gols, Galvão também busca superar uma marca negativa. Só conseguiu balançar as redes jogando no Pinheirão.

O Guarani recebe o Paraná determinado a começar vida nova no campeonato brasileiro. Vencer seria o ideal, mas parece longe das estatísticas do clube que ainda não ganhou em sete rodadas. O técnico Zetti briga contra este e outros tabus, que comprometem a campanha do time com apenas cinco pontos e na 21.ª posição. “Nós só vamos melhorar se marcarmos gols e se vencermos. Então vamos brigar por isso, em princípio, com o elenco que temos em mãos”, disse Zetti.

CAMPEONATO BRASILEIRO
GUARANI x PARANÁ CLUBE

Guarani: Jean; Dida, Paulo André, Juninho e Adílio; Roberto, Sidney, Alexandre e Simão; Jônatas e Viola. Técnico: Zetti

Paraná: Flávio; Cláudio, Fernando Lombardi (Carlinhos), Nelinho (Carlinhos) e Edinho; Nilson, Goiano, Wiliam e Fernando; Adriano (Wellington Paulista) e Galvão. Técnico: Paulo Campos

SÚMULA
Local:
Brinco de Ouro (Campinas-SP)
Horário: 16h
Árbitro: Álvaro Azeredo Quelhas (FIFA-MG)
Assistentes: Alexandre Santos Conceição (MG) e Helbert Costa Andrade (MG)