O Paraná Clube só confirmou, até aqui, três contratações ‘oficiais’ para a temporada 2014. Um número pequeno diante da inevitável reformulação do grupo. A lentidão nos comunicados se deve às questões burocráticas, já que a norma estabelecida pela direção é aguardar a assinatura do contrato para só então ‘carimbar’ a contratação. O Tricolor, mesmo mantendo a essência de seu time base, passa por uma oxigenação do elenco, com a expectativa de pelo menos mais nove reforços chegando até o dia 2 de janeiro.

O clube só anunciou os acertos com o zagueiro Júnior Lopes (ex-Nova Iguaçu-RJ) e com os atacantes Keno e Danillo Galvão (ambos do Águia de Marabá-PA). Outros cinco nomes já ‘vazaram’ e estão certos para a disputa do Paranaense: João Ricardo (goleiro, Icasa), Naylhor (zagueiro, Icasa), Breno Lopes (lateral, Brasília), Fabian Coronel (volante, Santa Cruz) e Paulo Roberto (atacante, Guarany de Sobral). O perfil dos jogadores mostra uma tendência a apostas em atletas com média de idade de 24 anos e que se destacaram em equipe menores.

Com essa estratégia, através da parceria com a Amaral Sports, o clube busca formar uma base para negociações futuras. A ponto, por exemplo, de trazer jogadores que serão remanejados para outros clubes. É o caso do meia Bismarck. Após surgir bem no Fortaleza, ele conquistou a Copa do Nordeste, em 2013, pelo Campinense-PB e estava no Nacional-AM. O jogador assinou com o Paraná, mas vai defender o Rio Branco de Paranaguá, num parceria entre o clube do litoral, o empresário Marcos Amaral e o próprio Tricolor, que cederá outros atletas que não seriam aproveitados no Estadual.

Bismarck é um atleta a ser monitorado. ‘Já fizemos isso, recentemente, com o Ronaldo Mendes, que disputou o Paulistão pelo Guarani e depois reforçou o Paraná. Pena que ele sofreu uma lesão de púbis, que atrapalhou seu segundo semestre’, lembrou o empresário. Assim como Bismarck, outros jogadores promissores podem ter um caminho semelhante, diante do elenco que o Tricolor já tem pré-definido. ‘Assim, teremos a condição de dar ritmo de jogo ao atleta, pensando lá na frente. Neste momento, o Paraná já tem vários meias e, talvez, ele tivesse que ficar apenas treinando, o que não é o ideal’, falou o empresário.