O técnico Roberto Fonseca busca uma fórmula para minimizar os efeitos da ausência do meia Welington. “Dono” da camisa 10 desde o início da Série B, o jogador desfalcou a equipe nos três últimos jogos e, na sexta-feira, mais uma vez não estará em campo.

Sem o titular, o Paraná Clube perdeu força criativa e deixou escapar a chance de encostar na líder Portuguesa, num momento de definições neste primeiro turno da Série B.

“Mudamos um pouco o jeito de jogar, porque os jogadores que entraram têm características diferentes das do Welington”, reconheceu o volante Júnior Urso. “O Welington é aquele meia que você toca e já recebe de volta. Já o Rone Dias conduz mais a bola, tentando armar as jogadas. Temos que nos adaptar à esse novo estilo”, justificou Urso. Apesar da queda em termos técnicos, o aproveitamento do Tricolor não é ruim sem Welington.

Nos três jogos disputados, uma vitória, um empate e uma derrota. “Acho que é uma questão de tempo, de ajuste. Não podemos nos limitar a ter apenas um jeito de jogar, pois a competição é muito longa”, completou o volante paranista.

Nesta trajetória sem Welington, Fonseca já utilizou Cambará mais à frente e, nos últimos jogos, deu oportunidade para Rone Dias. No treino de ontem, já testou uma outra variação, com o recuo de Jefferson Maranhão para o setor de armação.

No início do coletivo, o treinador repetiu na íntegra o time que iniciou a partida em Santos, frente ao São Caetano. Porém, na sequência, fez mudanças significativas. Primeiro com a entrada de Lisa na lateral-direita e o deslocamento de Brinner para a zaga e a consequente saída de Flávio.

Depois, Borebi foi escalado no ataque e Jefferson Maranhão passou a atuar no meio-campo, com a saída de Rone Dias. Essa ideia poderá ser amadurecida até o apronto de amanhã.

A volta de Lisa, ao menos, faz com que a comissão técnica não precise improvisar na lateral-direita. O titular da 2 vinha se recuperando de uma lesão sofrida em Criciúma (uma pancada a altura do quadril) e ontem conseguiu treinar com desenvoltura, primeiro entre os suplentes e, depois, no time principal.

Na zaga, o Paraná segue sem o capitão Cris. O efeito suspensivo foi concedido ontem por Flávio Zveiter, do STJD, mas de forma parcial. Atinge apenas o excedente da pena mínima de dois jogos.

“Pedimos sobre o total, mas é normal esse entendimento do tribunal”, disse o advogado Itamar Côrtes. Assim, Cris cumpre o segundo jogo em relação à expulsão frente ao ASA e a partir do jogo frente ao ABC pode voltar ao time, enquanto aguarda o julgamento do recurso no pleno do STJD, que deve ocorrer dentro de duas semanas, aproximadamente. Neste período, é provável que Cris volte ao banco dos réus, por conta da sua expulsão diante da Ponte Preta.