Após o fiasco no Paranaense, o tapetão virou a tábua de salvação do Paraná Clube. O departamento jurídico protocolou requerimento no TJD, como terceira parte interessada no julgamento do Rio Branco.

O clube parnanguara pode perder até 22 pontos pela utilização irregular do atleta Adriano de Oliveira Santos. Com a ação, o Tricolor assegura o direito de ao menos levar o caso ao STJD, no Rio de Janeiro, no caso de nova vitória do representante do litoral.

Em primeira instância, o advogado Domingos Moro, representando o Rio Branco, conseguiu amenizar a pena e a perda de pontos deu lugar tão somente à uma multa de R$ 27.500 pela inscrição irregular do atleta.

“Estaremos presentes ao julgamento. Tenho certeza de que a situação terá outro encaminhamento no pleno no TJD”, disse o advogado Alessandro Kishino. Ele trabalhará ao lado de Itamar Côrtes na defesa do Paraná. No primeiro julgamento, o Tricolor não se fez representar.

O caso, independente do resultado deste recurso, tende a ser definido dentro de dois ou três meses. “É difícil precisar, mas acredito que o processo só chegará ao STJD entre junho e julho”, ressaltou Kishino.

O Rio Branco gerou um contrato errado junto à CBF, ao trocar o nome do jogador para Adriano Oliveira dos Santos. “Ele atuou como se fosse outro atleta. O CBJD é bem claro sobre a questão e aí não vem ao caso se houve má fé ou não. Tecnicamente, eles registraram outro jogador”, ressaltou Kishino.

Mesmo acreditando que é possível uma vitória nos tribunais, Kishino ressaltou a importância de o time conquistar um bom resultado em Cascavel. “Há entendimentos diferentes sobre a aplicação da perda de pontos. Nós entendemos que o Rio Branco pode perder 18 pontos”, destacou o advogado tricolor.

Porém, há quem aponte para a perda de apenas quatro pontos. Neste caso, o time precisaria, na pior das hipóteses conquistar, em Cascavel, o mesmo resultado que o Rio Branco obtiver diante do Atlético, para a diferença entre os clubes não ir além dos atuais quatro pontos.

“É claro que o momento é de tristeza. Mas, é importante vencer o Cascavel e depois esperar o desenrolar do caso nos tribunais”, arrematou Alessandro Kishino. O caso poderá entrar na pauta desta quinta-feira.