O Paraná Clube já provou, há quatro anos, que a parada do Campeonato Brasileiro pode ser positiva, se bem explorada. Em 2006, foi após o recesso para a Copa do Mundo da Alemanha que o Tricolor arrancou para uma campanha sólida na Série A.

O prêmio foi a 5.ª colocação e a inédita classificação para a Libertadores da América. O desafio, agora, é repetir a dose e embalar de vez rumo ao acesso para a Série A.

Há quatro anos, o Paraná nada mais fez do que dar sequência ao bom trabalho desenvolvido por Caio Júnior. Antes do Mundial, o Tricolor bateu Ponte Preta (5 x 2), Santa Cruz (3 x 0) e Goiás (2 x 1).

Durante o período de inatividade, o clube segurou seu elenco e ainda ganhou um reforço significativo: o volante Pierre, que acertou com o clube após se desvincular do Ituano. No retorno, o time foi logo mostrando sua cara. Goleou Flamengo (4 x 1) e venceu Atlético-PR (2 x 1) e Cruzeiro (1 x 0), dando um salto para a 4.ª posição.

Esta é, até hoje, a maior série de vitórias do clube em uma competição nacional. A partir daí, a luta foi sempre pela permanência no pelotão de frente, o que se confirmou na última rodada, quando o Paraná carimbou o passaporte para a Libertadores num sofrido empate com o São Paulo (0 x 0).

Agora, a estratégia tricolor é garantir tranquilidade para que Marcelo Oliveira possa levar o time novamente à Série A. A intenção da diretoria é driblar eventuais assédios e ainda reforçar o grupo.

Mesmo sem uma confirmação oficial, comenta-se intramuros que o Tricolor poderia trazer mais um ala direito e um meia armador. “Todos os times vão trabalhar muito nesse período. Mas, se já estamos bem, podemos melhorar”, acredita o diretor de futebol Guto de Mello.