Invicto há dez jogos e com a defesa menos vazada do Paranaense (agora, ao lado do Atlético). Essas são as principais credenciais do Paraná Clube para o octogonal final.

Números que aliados a recentes atuações convincentes em jogos contra adversários de maior poderio técnico fazem os tricolores alimentar o sonho de título. Mesmo que correndo por fora. “Respeito a todos, mas não temo ninguém”, dispara o técnico Marcelo Oliveira, apostando no poder de superação de sua equipe.

“Superamos muitos obstáculos para chegar até aqui. Agora, são sete decisões”, avisa Oliveira, esperando que o Tricolor consiga repetir já na quinta-feira aquilo que fez na fase classificatória. “Vencemos o Coritiba num jogo onde conseguimos anular as principais peças do adversário. Para buscar algo de positivo, teremos que fazer isso novamente”. Oliveira não esconde que deverá priorizar a marcação, como fez no clássico disputado há pouco mais de um mês, em Paranaguá.

Iniciando a fase decisiva com um clássico, contra um adversário que já larga com dois pontos, o Paraná sabe que somente vencendo poderá mudar os rumos do Paranaense.

A tabela marca, logo para o início do octogonal os dois confrontos com os maiores rivais: na terceira rodada, estará encarando o Atlético, no Joaquim Américo. “Agora não dá mais pra vacilar. Tivemos alguns deslizes no início que não podem se repetir”, arrematou Pará.

O técnico Marcelo Oliveira começa hoje a montar o time para o duelo com o Coritiba, ainda sem saber se poderá contar com Márcio Diogo, que se recupera de uma lesão muscular.

O meia se queixou de uma “fisgada” na coxa, desconforto que já havia prejudicado seu desempenho contra o Sport. “Estou em tratamento intensivo. Vamos esperar”, comentou o jogador. Na fase classificatória, foi dele o gol que deu a vitória ao Tricolor, por 1×0, contra o Coxa.