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Galvão, que este ano foi
o artilheiro tricolor, está se
transferindo para a Turquia.

A diretoria do Paraná Clube tem repetido, seguidamente, que os erros cometidos em 2004 devem ser atentamente analisados para que a temporada que se inicia oficialmente no dia 19 de janeiro seja bem diferente. O jogo do último sábado evidenciou um problema quase que crônico ao longo de todo o Brasileirão: a falta de "poder de fogo". O Tricolor desperdiçou várias chances de gols, algumas frente a frente com o goleiro adversário, e amargou sua 21.ª derrota na competição. A maioria creditou o tropeço ao inconsciente relaxamento do time, após ter assegurado permanência na Série A.

Na frieza dos números, apenas mais um capítulo de um time sem "instinto matador". O Paraná tem apenas a 19.ª artilharia do Brasileirão, ou seja: o sexto pior ataque. Em média, o Tricolor faz apenas 1,13 gol/jogo, muito distante da equipe que no ano passado teve o vice-artilheiro da competição (Renaldo, com 30 gols) e o terceiro ataque mais positivo (1,85 gol/jogo). O técnico Paulo Campos encontrou na formação 4-5-1 o posicionamento mais equilibrado para a obtenção de seu objetivo, mas a pouca eficiência dos meias na hora das finalizações tornou-se evidente com o decorrer dos jogos.

Marcel, com apenas sete gols, é o vice-artilheiro da equipe. No sábado, ele desperdiçou duas chances incríveis ainda no primeiro tempo, quando o Paraná dominou as ações e colocou o Fluminense "na roda". O terceiro goleador da equipe é Cristian, com seis gols. Foi dele a melhor oportunidade do time na fase final, em uma cobrança de falta que "parou" no travessão. A eficiência de Cristian não se fez presente nos últimos três meses. Seu último gol foi contra a Ponte Preta, no dia 12 de setembro, num jejum que completou quinze jogos. Isso sem contar o outro meia, Canindé, autor de um único gol com a camisa tricolor, há treze rodadas.

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Muitas vezes hostilizado pela própria torcida paranista, Galvão ainda continua sendo a referência de um ataque pouco eficaz. Fez 16 gols no Brasileiro (dois deles erroneamente creditados a Wiliam e Messias) e deve ser negociado para o futebol turco nas próximas semanas. Sem ele, o Paraná terá que buscar outro camisa 9 nos bastidores, já se fala de um possível retorno de Renaldo. Outras soluções para se melhorar o desempenho ofensivo? Talvez elas já estejam no clube.

O Tricolor contratou Marlon, um atacante de velocidade que pode dar um perfil diferente ao ataque paranista. Isso sem contar Wellington Paulista, que surgiu bem, mas teve que se submeter a uma cirurgia de púbis. Recuperado, já participa de alguns treinamentos com bola e começará a temporada 2005 no mesmo ritmo dos demais companheiros. São alternativas para um time mais ousado e "matador". Diferente do que ocorreu neste Brasileiro, onde das quinze vitórias conquistadas, dez foram pela diferença mínima.

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"Despedida" com derrota

Vamos aos ingredientes: junte um time desinteressado e outro lutando por uma vaga na Copa Sul-Americana; some um clima ?desanimador?, com pouca gente no estádio, frio e chuva; e complete com um gramado em péssimas condições, onde Daniela Mercury, juvenis e até o Papai Noel passaram. O resultado foi o fraco Paraná Clube 0x1 Fluminense, sábado, no Pinheirão. O jogo marcou a última partida tricolor em casa nesta temporada, e confirmou a classificação do time carioca para a competição continental.

Com o gramado do Pinheirão em estado lastimável, qualquer iniciativa técnica dos dois times era em vão. Paraná e Fluminense sofriam para criar jogadas, e os trabalhos ofensivos eram feitos mais pela empolgação que pela qualidade. Mesmo assim, o meio-campo tricolor levava vantagem na marcação e na chegada na frente – e isto fazia com que os donos da casa tivessem mais oportunidades de abrir o placar. Só que, assim como sempre aconteceu, as finalizações eram irregulares, e com isso Fernando Henrique nem era tão exigido.

No segundo tempo, o Fluminense equilibrou as ações e começou a levar perigo ao gol de Darci, que entrou no intervalo no lugar no lesionado Flávio. Mas nem o tricolor das Laranjeiras nem o da Vila Capanema demonstrava capacidade suficiente de suplantar as dificuldades do jogo para conseguir o gol da vitória. Paulo Campos tentou até mesmo alterações ousadas, como a entrada de Edinho no lugar de Fernando Lombardi, para tentar mais criatividade no meio-campo. A melhor chance paranista foi uma falta cobrada por Cristian na trave.

Só que quem levou a melhor foi o pragmático (e antecipadamente demitido) Alexandre Gama, que colocou o jovem Rodrigo Tiuí na equipe. E foi ele quem marcou o gol da vitória, aproveitando uma bobeada da defesa tricolor. "Claro que não queríamos perder o último jogo em casa, mas fizemos a nossa obrigação, que era tirar o Paraná do rebaixamento", resumiu Cristian.