O técnico Ricardinho resume o momento do Paraná Clube com a seguinte frase: “Fritando o peixe, mas de olho no gato”. O motivo está relacionado aos dois jogos importantes – por competições distintas -, que o Tricolor faz nesta semana. Hoje, às 15h30, na Vila Capanema, a equipe encara o Nacional de Rolândia, de olho na liderança da Segundona Paranaense. Na sexta-feira, também em seu estádio, o confronto é contra o Joinville, valendo a aproximação ao G4 da Série B do Brasileirão.

A própria escalação para o jogo desta tarde está intimamente ligada àquilo que Ricardinho projeta para a partida de sexta. Como os volantes Zé Luís e Ricardo Conceição estão no departamento médico, e são dúvidas para o duelo com o Joinville, o técnico estuda a possibilidade de poupar Cambará do compromisso frente ao Nacional. “Ele deve jogar, mas vamos esperar uma posição definitiva do departamento médico”, disse o treinador.

A cautela é justificável, já que se Cambará entrar em campo hoje dificilmente reunirá condições físicas de atuar 90 minutos também na sexta-feira. Esta é, a rigor, a única indefinição na equipe. O restante do time será o mesmo que venceu o Júnior Team, no domingo passado. “O grupo já se adaptou à nossa realidade. O calendário é duro, mas é o que temos e, felizmente, estamos superando os obstáculos, com a entrega de todos”, comentou Ricardinho.

Campeão do primeiro turno, o Paraná tem mais sete jogos pela frente no returno para carimbar a volta à elite do futebol paranaense sem a necessidade de finais. Projeções indicam que com mais quatro vitórias é possível assegurar o título antecipado. O alto número de empates justifica essa matemática. Na primeira metade da competição, foram dez empates ao longo das nove rodadas. Hoje, apenas metade do returno foi disputada e já ocorreram nove empates.