| Foto: Divulgação |
| Josiel vai defender o Al-Wahda em 2008 e terá como técnico o gaúcho Ivo Wortmann. continua após a publicidade |
O jogo do próximo domingo – às 18h10, frente ao Santos – será o último do artilheiro Josiel, na Vila Capanema. Ao menos com a camisa do Paraná Clube. O maior goleador do Brasileirão-2007 está sendo negociado com o Al-Wahda Unity Club, dos Emirados Árabes Unidos. O presidente Aurival Correia admitiu a transação, mas assegurou que nada está fechado. ?Está tudo encaminhado, mas só vamos definir o negócio em janeiro?, afirmou o dirigente paranista.
A viagem de Josiel, na semana passada, não teve como destino o Rio Grande do Sul, como anunciou o departamento de futebol tricolor. O goleador foi, na verdade, até a cidade de Abu-Dhabi, onde passou por exames médicos e já posou para fotos com a camisa do novo clube, inclusive ao lado do seu futuro técnico, Ivo Wortmann, que comanda o Al-Wahda. Será a primeira experiência do atleta de 27 anos no exterior. Gaúcho de Rodeio Bonito, Josiel foi o grande investimento do Paraná nesta temporada (através do Grupo de Apoio, formado por empresários ligados ao Tricolor).
A campanha ficou muito aquém das expectativas, mas Josiel fez a sua parte. Mesmo vestindo a camisa de um clube que passou – a partir do início do segundo turno – apenas a brigar pela permanência na Série A, o atacante seguiu balançando as redes e segue isolado na artilharia do Brasileiro, com 20 gols, a duas rodadas do fim. Josiel preferiu não comentar o assunto e só vai falar com a imprensa na sexta-feira, após o último treino para o duelo com o Peixe.
Aurival Correia também negou os valores citados num fórum eletrônico de torcedores do Al-Wahda. Segundo o site, a transação seria de U$ 5 milhões. ?Não passa nem perto disso?, assegurou o presidente tricolor. Correia também evita comentários sobre percentuais, independente da participação do Grupo de Apoio nesses valores. ?A transação é entre o Paraná e o clube árabe?.
Aurival Correia apenas confirmou que independente do valor final do negócio, R$ 1 milhão ficará depositado em juízo, devido a uma ação movida pelo ex-atacante Ilan, que pôs à penhora o valor da multa rescisória de Josiel. ?Mas, isso ainda será julgado. Só é certo que esse valor ficará retido pela Justiça até a solução do caso?, comentou o presidente paranista. Antes da transferência, a torcida paranista só espera ver mais gols de Josiel. Gols que possam definir a permanência do Tricolor na elite nacional, contra Santos e Vasco.
Paraná questiona a ?cessão? de Thiago Neves à Systema
| Foto: Valquir Aureliano |
| Para não ficar inativo, Thiago pode jogar no Palmeiras, onde assinou um contrato. |
O futuro do meia Thiago Neves, candidato a craque do Brasileirão, é incerto. Tudo por conta da forma ?nebulosa? como se deu a transferência de 60% dos direitos econômicos do atleta para a Systema, empresa comandada pelo empresário Léo Rabello. Na audiência inicial realizada na tarde de ontem, na 18.ª Vara do Trabalho, o pedido da rescisão de seu contrato com o Paraná Clube foi negado. A audiência de instrução foi marcada para o dia 3 de junho de 2008 e diante do impasse o jogador pode ficar impedido de atuar no Fluminense, como pretendia seu procurador.
O advogado Eros Azevedo Cordeiro representou o Paraná, que pode até recuperar na Justiça a parte ?cedida? à Systema. ?Nossa intenção não é polemizar. Mas, como a ação foi proposta pelo atleta, estamos questionando o valor a ser depositado?, explicou o vice jurídico do Paraná, Luiz Carlos de Castro. A verdade é que diante dos fatos apurados pela comissão de investigação instaurada pela diretoria paranista – e que pode determinar a expulsão de José Carlos de Miranda do Conselho Normativo -, o clube decidiu contestar o contrato firmado entre o presidente afastado e a empresa de Léo Rabello.
Sob a alegação que este acordo fere direitos estatutários ou ainda que a cessão foi feita ?gratuitamente?, pois não consta do caixa do clube valor algum referente a essa venda, o Paraná não aceitou simplesmente acatar a ação proposta por Thiago Neves e Léo Rabello, contra o clube e a L.A. Sports, empresa que também detém parte dos direitos econômicos do jogador. Em todo o imbróglio, há fatores agravantes. Do fato de Thiago Neves ter assinado um contrato com o Palmeiras (e recebido R$ 400 mil no negócio) à venda efetuada por Rabello de 50% dos direitos do atleta ao Grupo Sonda.
Na tentativa de obter a liberação judicial, Léo Rabello teria ?cedido? seus percentuais ao jogador. Assim, Thiago Neves estaria liberado com o simples depósito de 32% da multa rescisória (estipulada em R$ 3,9 milhões). Isso não foi aceito pela juíza, que sem um acordo entre as partes marcou nova audiência para o ano que vem. O valor dessa multa também pode ser revisto, diante do atual contrato do atleta com o Fluminense, que catapultaria a liberação para R$ 33 milhões.
Até a definição do processo, Thiago Neves pode acabar jogando no Palmeiras, uma vez que tem contrato assinado com o clube paulista. Seria uma saída para o atleta não ficar inativo, aguardando uma decisão que tende a se arrastar por um bom tempo.
Até porque, há a possibilidade de a Justiça do Trabalho se considerar inapta a julgar os contratos comerciais firmados entre as partes envolvidas e assim o caso tramitar para a área cível. A situação é tão complicada que estiveram presentes à audiência Thiago Neves, Léo Rabello, Marcelo Penha (vice do Fluminense), devidamente acompanhados por seguranças. O Palmeiras se fez representar, além do Paraná Clube e da L.A. Sports. Foi mais um round nessa briga que já provocou a queda de Miranda e que, ao que tudo indica, ainda renderá muitos capítulos.