Ainda bem que o ditado não é “a última impressão é que fica”. O Paraná Clube, em ritmo de treino, foi derrotado pelo Santo André por 3×1, ontem, no ABC paulista, encerrando de forma inglória a temporada 2008.

O ano termina com uma ducha de água gelada para quem imaginou que com o elenco atual seria possível pensar em voltar à Série A em 2010. Será preciso montar um time novo, caso o Tricolor queira pensar grande no ano que vem.

A noite de Santo André era uma festa. Uma hora e meia antes da bola rolar, os torcedores que já estavam no Bruno José Daniel acompanharam um show do grupo Fundo de Quintal (“O que é isso, meu amor / venha me dizer / isto é Fundo de Quintal / é pagode pra valer…”).

Depois, medalhas e taças oferecidas pela CBF e pela prefeitura da cidade paulista. Valia, pois após longo afastamento o Ramalhão voltava à primeira divisão. Ao Paraná cabia, ao menos, a obrigação de terminar em bom nível a temporada.

Mas não seria assim. “Levamos uma surpresa com o primeiro gol”, lamentou o auxiliar técnico André Chita, que ficou no banco pois Paulo Comelli está suspenso. O gol aconteceu a um minuto, com a “trinca” do Santo André funcionando – Élton tocou de calcanhar para Marcelinho Carioca, que rola para Márcio Mixirica abrir o placar. Os três, que seriam considerados jogadores “ultrapassados” por aqui, foram os destaques da partida e do acesso do Ramalhão.

Efetivos, eles fizeram o que os garotos do Tricolor não conseguiam fazer. Aos 32, Marcelinho (que só jogava de primeira, como se estivesse em uma pelada após um churrasco) cobrou escanteio, Mixirica acertou a trave e, no rebote, Élton ampliou a vantagem. Em ritmo de “casados contra solteiros”, o Paraná até tentou ameaçar o gol de Neneca, mas nada aconteceu.

Após a tradicional “chamada” de Paulo Comelli no intervalo, o Paraná voltou mais animado, mas o Santo André resolveu a partida aos 14 minutos. Marcelinho se aprumou para cobrar a falta, todo o time tricolor ficou na barreira e permitiu que Jaílson recebesse livre e rolasse para Élton fazer o segundo dele e ampliar a vantagem.

O final de jogo foi melancólico, com os donos da casa administrando o resultado e o Tricolor tentando ao menos descontar, o que conseguiu aos 36 minutos, com Gláucio (que muitos nem lembravam que ainda estava no clube). Adeus 2008, e que 2009 não tenha tantos fracassos para entristecer a torcida do Paraná Clube.