O Paraná Clube, mesmo diante de algumas visíveis oscilações, conseguiu “cravar” sua posição na tabela da Série B do Campeonato Brasileiro. O Tricolor já completou cinco rodadas na 8ª posição. No fim de semana, mesmo vencendo o CRB em jogo programado para a Vila Capanema, sábado, às 16h20 o time de Ricardinho não conseguirá superar essa marca. Nestes cinco jogos, foram duas vitórias, um empate e duas derrotas. “É preciso melhorar. Se queremos o acesso, é a hora para arrancar”, avisa o meia Lúcio Flávio.

Na teoria, o Paraná encara, nestas quatro últimas rodadas do primeiro turno, equipes que estão em situação difícil no campeonato. A exceção é exatamente o CRB, que tem somente um ponto de desvantagem para o Tricolor, o que dá ao confronto um clima de “decisão”. Vencer é fundamental, principalmente após o frustrante revés em Natal. “Temos que colocar novamente quatro pontos sobre esse adversário e, quem sabe, reduzir a distância para o G4. Não dá pra ficar adiando essa arrancada”, admitiu Ricardinho, preocupado com a falta de contundência da sua equipe.

Após o confronto com os alagoanos, o Paraná terá pela frente dois adversários que ocupam a ZR, em jogos fora de casa. O Ipatinga tem apenas quatro pontos e é o lanterna absoluto da Segundona. Na sequência, o Tricolor vai a Arapiraca, pegar o ASA, outro integrante da área da degola. Por fim, o clube encerra a participação na primeira metade da competição jogando em casa o clássico paranaense, contra o Atlético. Nas projeções, é preciso vencer três desses jogos para assegurar uma pontuação que mantenha vivo o sonho do acesso. “Todos querem passar da marca dos 30 pontos. Vamos atrás dessa meta”, disse Lúcio Flávio.

Para cumprir seu objetivo, o time de Ricardinho, além de acertar a “pontaria”, terá que melhorar seu desempenho fora de casa. Até aqui, em sete jogos disputados na condição de visitante, o Paraná venceu apenas um, frente ao combalido Grêmio Barueri. De resto, mesmo com bom futebol em determinados momentos, o Tricolor empatou duas vezes (Bragantino e São Caetano) e sofreu quatro derrotas (Goiás, Vitória, Criciúma e ABC).