O Paraná Clube entra em campo hoje – às 16h, no Estádio Albino Turbay -, frente ao Cianorte, com uma dupla missão: encurtar a distância para a zona de classificação e exorcizar antigos fantasmas. Há três anos o torcedor tricolor sente calafrios ao ouvir a palavra rebaixamento. A dificuldade, anteriormente restrita a competições nacionais, ganhou proporções após os recentes fracassos também no campeonato paranaense.
De grande campeão na década passada – quando equipes do interior o enfrentavam para perder de pouco -, o Tricolor mergulhou em profunda crise técnica. Nas temporadas 2003/04, o ?bode expiatório? para o pífio desempenho era a falta de dinheiro. O clube continua tendo um potencial financeiro inferior à dupla Atletiba, mas mantém salários em dia e obteve relativo lucro com transações envolvendo jogadores que disputaram o último brasileiro com a camisa tricolor.
Mesmo assim, o Paraná não conseguiu resgatar, até o momento, a sua imagem. Com apenas 11 pontos em dez jogos, precisa desesperadamente de uma vitória hoje à tarde, frente ao vice-líder do grupo A. Em uma total inversão de valores, o Cianorte assume a condição de favorito e seu torcedor aguarda com ansiedade o jogo diante do Corinthians, pela Copa do Brasil.
No comando da equipe do interior está o técnico Caio Júnior, que em 2003 foi vítima do declínio paranista. Após salvar a equipe do rebaixamento no brasileiro do ano anterior, a campanha ruim lhe custou o emprego e um hiato na sua carreira. Caio precisou começar tudo outra vez e já no ano seguinte conduziu o Cianorte à terceira colocação.
Neste mesmo período, o Paraná seguiu tropeçando nas próprias pernas e acabou relegado à um vexatório torneio da morte para não cair para a segundona paranaense. Após o drama no brasileiro do ano passado e a luta dos dirigentes para segurar ao menos uma base do elenco, acreditava-se na redenção do Tricolor. Foi a bola rolar para que o planejamento ruísse. Paulo Campos fracassou, Lori Sandri assumiu e deu novo ânimo ao grupo. Mesmo assim, a missão é delicada e somente com uma vitória em Cianorte o Tricolor se mantém respirando… mesmo que por aparelhos.
Para a revanche – no 1.º turno o Cianorte venceu (1×0) – o técnico decidiu não mexer na estrutura do time. Mas, busca um ataque mais veloz, com Marlon. Com um novo parceiro, Renaldo espera seguir marcando gols – sele já fez três -, sua maior vocação.
CAMPEONATO PARANAENSE
2º TURNO – 4ª RODADA
CIANORTE x PARANÁ
CIANORTE: Adir; Fábio Carioca, Édson Santos e Diego; Daniel, Cuca, Rocha, Dario e Maurício; Valdiran e Márcio Machado. Técnico: Caio Júnior.
PARANÁ: Flávio; Fernando Lombardi, Alison e João Vitor; Alex, Beto, Goiano, Thiago Neves e Vicente; Marlon e Renaldo. Técnico: Lori Sandri.
SÚMULA
Local: Albino Turbay (Cianorte).
Horário: 16h.
Árbitro: Heber Roberto Lopes.
Assistentes: Nilton César Madalosso e Renato Karas.


