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Paraná perde e assusta torcedor,
como em 2004.

Ano novo, mesmas dúvidas. O Paraná Clube começou com o pé esquerdo o campeonato paranaense. Sem poder de criação, o time de Paulo Campos "naufragou" em pleno Pinheirão e se rendeu à praticidade do adversário. O Roma foi eficiente na marcação e preciso no ataque e, como prêmio, largou com importante vitória: 2×0.

O primeiro tempo foi desanimador. Reflexo, no entender do técnico Paulo Campos, de um calendário mal planejado e que impede os clubes que disputam o Brasileiro de se preparar corretamente para a competição estadual. O Roma, que nada tem a ver com isso, assumiu uma postura ofensiva e tomou conta do jogo.

Nos primeiros quinze minutos, o Paraná se mostrou "travado" e sequer conseguiu passar da intermediária adversária. Só ameaçou o gol de Colombo aos 18 minutos, em jogada individual de Maranhão. O atacante fez fila e bateu forte para a defesa do goleiro. Do outro lado, Flávio também precisou trabalhar em cobrança de falta do zagueiro Cláudio.

O Tricolor mostrava total desentrosamento no setor de criação. Sinval pouco era acionado e, quando isso ocorria, a finalização era ruim, irritando a torcida paranista. Se o clima era desfavorável – para complicar, a chuva veio com tudo -, a situação se complicou mesmo quando Zé Maria abriu o placar.

Aléssio cobrou falta da esquerda, a defesa vacilou e o lateral chutou duas vezes para vencer o Pantera. Sob vaias, o Paraná seguiu para o vestiário. O torcedor só aplaudiu mesmo quando o time voltou com Wiliam no lugar de Sinval. Só que diante de um adversário fechado, num gramado pesado e sem o entrosamento ideal, o Tricolor viveu de lances de bola parada. Mas, nem Wiliam nem Émerson acertaram o alvo. Sem conseguir penetração, Paulo Campos decidiu arriscar com Messias – que tem bom chute de longa distância – e depois com o estreante Hideo.

Nos contragolpes, o Roma teve a chance de matar o jogo com Cícero, mas foi Tainha quem definiu o placar. Após ligação direta de Colombo, o atacante chutou e ainda ficou com a sobra da defesa parcial de Flávio para deixar um grande ponto de interrogação na cabeça do torcedor paranista, dando passagem a fantasmas que todos acreditavam estar exorcizados.

CAMPEONATO PARANAENSE
1.ª FASE – 1a rodada
SÚMULA
Local: Pinheirão (Curitiba).
Árbitro: Cleivaldo Bernardo.
Assistentes: Aparecido Donizete Santana e Faustino Vicente Lopes.
Gols: Zé Maria a 39? do 1.º tempo. Tainha a 31? do 2.º tempo.
Cartões amarelos: Maranhão, Goiano e Fernando Lombardi (Paraná). Pereira, Kullman e Júlio (Roma).

PARANÁ 0x2 ROMA

PARANÁ
Flávio; Goiano (Messias), Fernando Lombardi, Émerson e Vicente; Axel (Hideo), Beto, Maranhão e Edinho; Wellington Paulista e Sinval (Wiliam). Técnico: Paulo Campos.

ROMA
Colombo; Pereira, Cláudio, Fábio Cuiabá e Zé Maria; Kullman, Cícero, Caldeira (Daniel Romero) e Júlio (Valdo); Aléssio e Tainha. Técnico: Itamar Belasalmas.

Renaldo pode voltar ao Tricolor

O Paraná Clube pode anunciar ainda esta semana a contratação de um "matador". O mais cotado é o experiente Renaldo, que no ano retrasado foi o vice-artilheiro do Brasileirão vestindo a camisa do Tricolor – com 30 gols. O único obstáculo está na questão salarial. A boa campanha recolocou o goleador na vitrine mundial e ele foi para a Coréia do Sul. Não obteve sucesso e retornou ao Brasil, assinando um ótimo contrato com o Palmeiras.

Só que os gols rarearam e o jogador acabou dispensado em pleno campeonato nacional. Caso não haja acordo, outras duas opções já estão sendo agilizadas. Marcelo Ramos (ex-Corinthians) e Márcio Santos (Atlético Mineiro) interessam e já houve contatos preliminares. Paulo Campos sabe, principalmente após a decepcionante estréia, que é fundamental contar com pelo menos um atacante de referência.

A diretoria sabe que não pode incorrer em erros do passado e precisa investir em qualidade para manter vivo o sonho de realizar boa campanha no campeonato.